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A consciência histórica do Cristianismo

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domingo, 17 de março de 2013

LX - Objeções evangélicas a divindade de Cristo: Nem o Filho sabe...

A segunda objeção apresentada pelos arianos, unitários e incrédulos diz respeito a um pronunciamento de Jesus referente ao tempo do fim ou da consumação dos tempos.

Questão que muito preocupava os judeus daquela geração.

Destarte perguntaram os apóstolos:

"Quando tais coisas haverão de se suceder?... Mc 13,3
E respondeu-lhes o Senhor: A respeito da exatidão do dia e da hora, nem os anjos da glória, nem o filho, mas o Pai somente sabe." Mc 13,32

Se por filho devemos compreender 'filho de Deus' ou a natureza divina e sobrenatural de Jesus e concluir que a 'coisas' ignoradas por ela somos levados a concluir igualmente; que Jesus não é verdadeiro Deus ou que sua divindade é inferior ou menor face a do Pai.

E estaríamos já como as heréticas testemunhas de jeová, chafurdando no pântano infecto do politeismo.

Pois embora elas neguem a divindade do Filho no sentido em que nós a compreendemos ou seja como plenamente igual a divindade do Pai e fruição da mesma essência divina; não ousam apresenta-lo como simples criatura mas pintam-no como uma espécie de deus inferior ou menor e mesmo como anjo e homem elevado a esfera divina pelo Pai. Como os semi deuses e heróis dos antigos pagãos!!!

Para nós no entanto declarar que Jesus não é plenamente igual ao Pai ou divino; implica em apresenta-lo como puro e simples homem ou criatura.

Pois ao contrário das russelitas e da mitologia grega não podemos crer em deus inferior, deus menos, deus segundo, semi deus ou dois deuses de natureza diferente. Admitir isto seria admitir a loucura do politeismo.

No caso como deveríamos compreender as palavras de Jesus quanto ao filho?

Em que sentido poderíamos atribuir alguma ignorância a Cristo sem comprometer a posse da natureza divina???

Diante deste desafio grande número de teólogos papistas e protestantes tem asseverado que aqui Jesus usou de restrição mental ou que ele mentiu.

Eles declaram que por 'são saber' ou ignorar; devemos compreender que o Filho não desejava relevar tal mistério aos homens; ou que não convinha a seu oficio faze-lo.

Sendo assim porque Jesus não declarou pura e simplesmente como era hábito seu: Tal questão não é conveniente revelar-vos ou simplesmente: não é desígnio meu informar-nos sobre isto?

Parece-nos artificial semelhante teoria e não vemos em que esteja de acordo com a personalidade de Cristo Jesus e por isso a rejeitamos.

Neste caso admitimos que de alguma forma Cristo ignore???

Sem admitir que a natureza divina de Cristo ignore, admitimos sim que Cristo de alguma forma ignore.

Antes de tudo convém notar que por não saber ou ignorar, o filho é associado aos anjos que são criaturas.

Como este filho não possui determinativo cogitamos que se trate do 'Filho do homem' e não do 'Filho de Deus' ou seja da natureza humana de Cristo e não da natureza divina.

Filho aqui corresponderia a nossa expressão 'natureza humana' que na linguagem da escritura corresponde a 'Filho do homem'.

A pergunta aqui é: Há alguma base para tomarmos 'filho' por 'filho do homem' nesta passagem???

E já respondemos há uma excelente base na narrativa paralela do primeiro Evangelho, de Mateus, a qual passa por ser a mais completa; pois Marcos teria transmitido apenas um resumo.

De fato imediatamente após esta alusão ao Filho; Mateus apresenta as seguintes palavras de Jesus - ou seja a continuação do discurso - "Assim será a vinda do FILHO DO HOMEM."

Lucas em seu resumo também registra a expressão Filho do homem, porque diz respeito a segunda vinda da natureza corpórea e visível do Senhor.

Eis porque somos autorizados pelo contexto amplo e geral a compreender este fragmento e o termo 'filho' como alusivo ao Filho do Homem e não a 'Filho de Deus'; e destarte como relativo a natureza humana de Jesus.

Admitimos pois que a natureza humana não estava em absoluta fruição de tudo quanto era conhecido e sabido pela natureza divina?

Nossa resposta é: Indubitavelmente.

Então nós acreditamos que apesar da união real e hipostática; e até a exaltação do Senhor; houve alguma restrição quanto a comunhão de bens ou idiomas da natureza mais elevada para a menos elevada; e que a natureza humana não sabia tudo quanto era sabido e conhecido da natureza divina. Não era pois a natureza humana tão plenisciente quanto a natureza divina; ignorando algumas coisas que não diziam respeito a sua função ou missão como por exemplo o tempo exato do fim.

Assim a comunhão de bens só se tornou plena ou absoluta após a exaltação da natureza humana no Pleroma.

Eis porque Cristo roga ao Pai: Restitui junto a ti a glória de que eu fruia no princípio.

Como a posse da plenisciência absoluta.

Naturalmente que este tipo de ignorância não pressupõe defeito por parte da natureza assumida.

A qual permanece sendo perfeita em seu gênero, tipo ou categoria. Assim sabia o Senhor com exatidão absoluta tudo quanto é dado saber a humana natureza, além de possuir outros tantos conhecimentos de ordem divina.

No entanto a humana natureza não foi concebida para abarcar este tipo de informação ou conhecimento - pertinente a consumação dos tempos - apanagio exclusivo da divindade.

Eis porque não devemos sequer cogitar em imperfeição, quanto mais em pecado; mas apenas e tão somente em limitação.

O Senhor assumiu em certo sentido uma natureza com capacidade limitada; daí certa restrição quanto a algumas informações de cárater precipuamente divino e transcendente como o tempo do fim.

O qual de fato era ignorado pela natureza humana, mortal, finita e limitada de Nosso Senhor.

Sem que disto resulte mal algum.

É neste sentido que devemos compreender as palavras do apóstolo segundo a qual sendo plenamente igual ao Pai o Filho 'aniquilou-se' ao assumir a condição inferior de servo.

Não é que tivesse se aniquilado por completo mas sofrido alguma restrição pela 'aniquilação' ou privação de certos tipos de conhecimentos no caso próprios da divindade. Certamente é a respeito desta limitação e da abdicação da plenisciência absoluta que devemos compreender a Kenosis.








LIX - Objeções evangélicas a divindade de Cristo: Deus só é bom!

Muito tem forcejado os adversários da fé nicena em deparar com objeções a doutrina da divindade de Jesus nos próprios Evangelhos.

Parece no entanto que não obtiveram muito sucesso.

Resultando de todo seu trabalho uma ou duas passagens muito mal interpretadas ou como diríamos torcidas pelo preconceito.

A primeira delas diz respeito ao dialogo travado entre Nosso Senhor e o moço rico.

"Ele se prostrou de joelhos diante dele e suplicou: Bom Mestre, que devo eu fazer para herdar a vida eterna? Jesus replicou e disse: Porque me chamas tu Bom? Ninguém é bom exceto Deus???" Mc 10,18

Apesar de primário e infantil o argumento não é novo. Empregavam-no já os filhos de Ario no século IV e ainda hoje as russelitas em suas brochuras e publicações...

No entanto entre a gente simples e sem instrução faz efeito; pois aparentemente esta Jesus declarando não ser Deus.

Alguns aqui postulam que o moço teria empregado o termo 'bom' em sentido absoluto ou como fonte de todo bem e que Jesus o teria repreendido porque embora com o corpo e com a boca reconhecera sua natureza divina; não a reconhecera com o coração, porque não cria mas fingia.

Tal explicação é falsa por diversos títulos: primeiramente porque aqui bom é qualidade ou conectivo relativo de Mestre e em seguida porque esta escrito que Jesus viu o moço e o amou; logo não havia em seu coração o propósito, característico dos escribas e fariseus, de enganar.

Todavia que se tratasse dum moço confuso e que talvez estivesse passando por um momento de crise, é indicado pelas circunstâncias do encontro e pelo desfecho.

Vem o moço pedir instruções a um Mestre chamado Jesus, a respeito do qual ouvira já coisas portentosa; em virtude das quais não sabia o que pensar; ele adota certos gestos e termos que dão a compreender que esta prestes a admitir a natureza; mas hesita, porque é judeu, então cogita que o ensino de Jesus, mesmo sendo bom e máximo grau, bem pode ser de origem humana.

Por isso Jesus lhe instrui: Se tomas meu ensino por bom como podes crer que seja de origem puramente humana? Se me tomas por Mestre infalível como podes exitar em admitir minha divindade???

Como pode ser o ensino tão excelente e infálivel sem que proceda de Deus.

Portanto se as tuas premissas estão corretas e sou de fato Bom Mestre, deixa de exitar e crê: porque excelente é só Deus!!!

Não quer Jesus dizer que não seja nem Bom, nem Mestre, nem Deus; mas que por ser Bom e por ser Mestre só pode ser Deus!!!

Com dizer que só Deus é Bom e Mestre não que negar; mas antes afirmar sua natureza divina.

A qual só seria posta em questão caso Jesus tivesse dito: Não sou nem Bom, nem Mestre; logo...

Dirá no entanto alguém que Jesus não era nem Mestre nem Bom???

Dirá o ariano que Jesus era leigo ou a russelita que era mau???

Então como sendo ele Mestre e Bom declaram que não é Deus e que esta a negar sua própria divindade???

Donde tiraram semelhante disparate se não reconhecem Jesus como inapto para ensinar ou como mau???

Era Jesus Mestre? Era Jesus Bom???

Então ele nada esta a negar...

Antes esta a dizer e declarar que é verdadeiro Deus.

Eis porque assim se exprime noutra parte: "Tendes um só Mestre o Cristo."

Logo é o Cristo Mestre, mestre infalível!!!

E ainda noutra passagem: "Eu sou o Bom pastor..."

Pelo que diziam alguns judeus: "Ele é bom..." Jo 7,12

Assim para Tiago até o nome de Cristo merece o qualificativo de bom. Tg 2,7

E Pedro (I Pe 2,3) reitera este juízo asseverando que Bom é o Senhor, no caso Jesus, a pedra repudiada...

Disto decorre que tanto Jesus encarava a si mesmo como Bom Mestre - porque entre pastor e mestre não há diferença significativa - como assim era considerado pelos apóstolos.

Donde não podemos deixar de concluir que acreditava ser divino e que os apóstolos pensavam exatamente da mesma maneira.


LVIII - Se Jesus revindicou formalmente a divindade para si mesmo







"O que o Pai me comunicou é sem limite e ninguém pode arrebatar. EU E O PAI SOMOS UMA SÓ COISA.
Então os judeus tomaram pedras com o intuito de lapida-lo." Jo 10, 29


"Disse-lhe então Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai e isto será suficiente.
Respondeu Jesus e disse: A TANTO TEMPO ESTOU JÁ EM VOSSO MEIO E AINDA NÃO ME PERCEBESTE?
Acredita Filipe quem contempla a mim esta contemplando o Pai.
Então porque dizeis: Mostra Senhor o Pai?
Não acreditais que eu estou no Pai e ele em mim?
Não digo isto eu mesmo mas o Pai que esta em mim e que comigo trabalha..." Jo 14,8 sgs



sábado, 16 de março de 2013

LVII - É Jesus Deus ou divino???







Não poucos dentre os Cristãos estão convencidos de que Jesus foi elevado a condição de Deus ou proclamado divino pelos padres do concilio de Nikaia.

Teriam eles procedido como Marco Antonio e Augusto ou procederem a apoteose de Júlio César, ora convertido em divindade tutelar do Império ou em irmão menor de Jupiter...

Assim Jesus teria sido feito Deus por Atanásio ou Constantino e um dos dois seria seu verdadeiro pai e genitor...

Implica esta teoria diversas coisas:


  1. Jesus jamais agiu ou procedeu como se fosse divino
  2. Jesus jamais revindicou para si a divindade
  3. Os apóstolos jamais apresentaram Jesus como Deus
  4. Os primeiros Cristãos, os mártires e os padres ante nicenos ignoravam supinamente a doutrina da divindade de Cristo.

As duas últimas suposições haveremos de analisar mais adiante, no momento oportuno.

As suas primeiras haveremos de analisar agora ou seja neste artigo e nos artigos subsequentes.

Investiguemos pois se em algum momento de sua carreira Jesus procedeu como se fosse um Ser de natureza diversa da nossa.

  • Jesus perdoa pecados
Em todos os sinóticos damos com Jesus perdoando os pecados de diversas pessoas. Mc 2,1

Pecados que não haviam sido cometidos contra ele, porque ele sequer conhecia tais pessoas.

E não perdoava apenas este ou aquele delito, mas absolutamente todos os pecados.

De imediato os fariseus e escribas concluiram: É um blasfemador. Mt 9,3

"Pois Deus apenas pode perdoar os pecados." Mc 2,1

Julgo que nenhuma pessoa sensata vá discordar dos fariseus neste ponto: Só Deus pode perdoar pecados.

E no entanto os sinóticos apresentam Jesus Cristo como perdoador de pecados...


  • Jesus se coloca acima dos parentes e familiares exigindo um gráu de amor superior

"Aquele que ama o Pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; aquele que ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim." Mt 10,37

Na boca de um Deus ficam bem estas palavras, na boa duma criatura... ou Jesus é demasiado pretensioso ou divino; aqui não há meio termo possível.

É o dilema do Dr Binet Sanglé...



  • Apresenta-se como o 'Senhor do sábado'
"Assim é o Filho do homem Senhor também do sábado." Mt 12,8

Acontece que o sábado correspondia exatamente ao feriado religioso dos antigos judeus ou seja a um dia sagrado, dedicado a Deus.

E como tal assente no Decálogo.

Apresentar-se como Senhor do sábado implica:

  1. Ser de algum modo o 'produtor' dos dias
  2. Ser o objeto do sábado
  3. Ter poder sobre os mandamentos divinos
Logo...


  • Controla os elementos e forças naturais a seu bel prazer
"Ele ergueu-se increpou os ventos e o mar, e no mesmo instante tudo serenou." Mt 8,26

Que conclusão tiraram disto os apóstolos:

"QUEM É ESTE CUJO MAR E OS VENTOS OBEDECEM???" Mt 8,27

Pois de fato homem algum possui semelhante capacidade.


  • Jesus entra no templo dos judeus como se fosse sua própria casa
E declara "Minha casa será considerada casa de prece e não de câmbio." Mt 21,13


  • Jesus assume diversos títulos reservados a Deus:
'Tu és senhor o meu pastor e nada me faltará.' Sl 23,1
'Eu sou o bom pastor...'

'Na tua luz Senhor veremos a luz.' Sl 36,9
'Eu sou a luz do mundo e quem me segue não andará nas trevas.' 

'Deus é a Verdade.' Dt 32,4
'Eu sou o caminho, a verdade e a vida.'

'Eu causo a morte e torno a fazer viver.'  Dt 32,39
'Eu sou a ressurreição e a vida.'


  • É preexistente
"Antes que Abraão fosse feito eu existo."

"Vós sois cá debaixo e eu sou lá do alto."

"Sou o princípio como vos declaro."

"Do Pai sai e para ele retorno."

"Assim restitui a glória que tive em ti antes da criação deste mundo." Jo 17,5

"Assim percebam e vejam que tu me amaste antes da criação do mundo." Jo 17,24


  • É o íntimo do Pai.
"TODAS AS COISAS ME FORAM DADAS PELO PAI. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho." Mt 11,27 sgs


  • É parceiro do Pai
"Meu Pai não cessa de agir e eu com ele." Jo 5,17

Os judeus compreenderam perfeitamente o que ele dissera e procuravam mata-lo porque 'Se fazia igual a Deus.' jo 5,18

"Que assim todos honrem o Filho como o Pai." Jo 5,23

E os judeus compreenderam novamente o significado de suas palavras:

"Não é por obra boa que queremos te apedrejar mas porque sendo mero homem tu te fazes Deus."


  • É impecável
"Quem de vós me arguirá de pecado?" Jo 8,46

  • Declara ser Juiz constituido pelo Pai

"O Pai a ninguém julga mas ao Filho concedeu o poder do julgamento." Jo 5,22





domingo, 10 de março de 2013

XXXVII - Aspectos da vida de Jesus: sua personalidade.




A personalidade de Jesus foi certamente a que mais determinou juizos por parte dos mortais.

E juizos bastante paradoxais.

Pois para uns é Deus e para outros sedutor, ímpio e falso profeta.

Para uns profeta e para outros um revolucionário desiludido.

Para uns - o Dr Binet Sanglé - um alienado mental e para outros a única personalidade normal que já passou por este nosso mundo.

No frigir os ovos é isto mesmo: louco ou Deus.

Pois se revindicou para si uma natureza divina sem possui-la como deixar de concluir favoravelmente por sua loucura??? Ou mesmo por sua malignidade???

No entanto, a excessão de alguns judeus e ateus demasiado fanáticos é assaz díficil dar com alguém que ouse mimosear Jesus Cristo como título de ímpio.

Aqui o diagnóstico de megalopatia ou loucura parece ser mais pundonoroso.

Pois alivia o nazareno de suas responsabilidades face a História.

Seja como for parece-me trágico - para não dizer patético - que a maior parte da humanidade tenha se deixado enganar e guiar por um 'alienado' ou seja por um 'louco' ao cabo de dois mil anos!

Já não me refiro as massas incultas, mas a quase totalidade dos homens cultos.

Dentre os quais Voltaire, Russeau, Nietzsche...

Não se trata aqui de reconhecer o Deus; mas apenas e tão somente de desconhecer o louco; classificando-o como o mais elevado representante de nossa espécie.

"Se a morte de Sócrates equivale a do mais elevado entre os mortais, a morte de Cristo equivale a morte dum deus."

Aplicadas a um demente as palavras acima soam muito mal para aquele que as escreveu (Russeau) e para a quase que totalidade dos homens eminentes destes últimos vinte séculos, atrelados a sua opinião.

Pois elevaram as nuvens um anormal.

No caso de Jesus ter sido mesmo louco parece-me que apenas um merece ser encarado como deus, aquele que ultrapassou a todos diagnosticando sua loucura: o Dr Binet Sanglé.

Há no entanto um grande número de psicólogos e psiquiatras que tem se referido ao mesmo Jesus como o único exemplo existente de normalidade comportamental.

Queremos dizer com isto que sua personalidade não comportava qualquer tipo de oposição ou de divisão volitiva entre as diversas áreas que a compõe quais sejam o ego, o id e o super ego ou como preferimos: a consciência, a sub consciência e a inconsciência; as quais formavam como que um todo ordenado e harmonioso.

Ao contrário de nós que dispomos duma personalidade fragmentária e conflitante, dispunha ele duma personalidade simples e equilibrada a qual administrava a líbido (compreendida nos termos de Jung como energia amorfa ou informe) com absoluta precisão, cindindo-a entre os vários campos da atividade humana. Enquanto nos concentramos a líbido numa área especifica, produzindo inumeros tipos de distúrbios.

Caso admitamos que Jesus seja verdadeiro Deus ou seja que suas revindicações sejam legítimas; as alegações a respeito da loucura desaparecem. Pois numa linha de coerência Jesus esforçou-se para cumprir seu papel ou para viver como um Deus...

Eis porque exige fidelidade absoluta por parte dos seus, perdoa pecados, solicita adorações, etc Porque é Deus e não louco.

Por outro lado se não é Deus, como pode ser simultaneamente o maior dentre os mortais, e louco; ou irreverente face as coisas santas e divinas?