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sexta-feira, 15 de março de 2013
LI - Bem aventurados os puros de coração.
"O coração é o olho da alma, se ele estiver puro toda vossa alma estará pura." disse o Mestre e Senhor.
Boas intenções, acarretam boas palavras, boas palavras acarretam boas ações e a repetição das boas ações acarreta o hábito virtuoso, sentenciou um homem muito sábio.
Assim a boa intenção acalentada pelo coração é o princípio e começo da vida santa e virtuosa.
Sendo puro o interior ou seja o coração, tudo mais será puro.
"Para os puros tudo é puro." como para os sujos tudo é sujo...
Pois cada qual enxerga o mundo de acordo com seus olhos ou óculos...
Assim uma lente rosa fará com que o sujeito encare tudo róseo e uma lente escura fará com que o mesmo sujeito encare tudo escuro...
Tal o olhar, tal a lente, tal a visão ou imagem captada.
Caso os princípios e valores sejam sadios, tudo sera visto com exatidão e justeza.
No entanto se os princípios e valores forem inadequados, tudo será distorcidamente visto, como num teatro de sombras chinesas.
Daí a necessidade de conservarmos puros e imaculados nossos corações para sermos dignos da bem aventurança prometida.
Lamentavelmente, durante séculos a 'pureza' foi encarada sobretudo do ponto de vista sexual.
Aqui ser puro era negar o corpo, a genitália, o corpo e o prazer; tudo isto encarado como pecaminoso, segundo a cartilha maniqueista adotada pela Cristandade nominal.
Matar, roubar, mentir, etc não poluia.
Apenas o sexo poluia.
Então ser puro significava ser castrado, eunuco ou hipócrita; condenando com a boca o que o coração acalentava!!!
Ser puro era usar roupas cumpridas, jamais pensar em sexo e faze-lo como se se tratasse de algo desagradável e justificado apenas tendo em vista a procriação e a continuidade da espécie.
De todos os pecados que a igreja classificou como mortais este era praticamente o único focalizado no tribunal da penitência...
Aqui o sacerdócio concentrava suas baterias chegando ao paroxismo.
Tudo quanto lembrasse o ato gerador era como que proscrito ou banido...
Mencionar a palavra apenas era já sinal de perversão.
As crianças eram tratadas como seres assexuados. E se lhes negava qualquer tipo de informação a respeito do assunto... incentivando a curiosidade mórbida.
A simples proscrição de tudo quanto recordasse o ato gerador, estimulava a imaginação de muitos...
Tanto mais a sexualidade era reprimida e encarada com artificialidade tanto mais assomava a flor da pele, até dar na sexolatria atual...
Tanto mais os instintos e apetites eram recalcados, tanto mais fortemente se manifestavam sob a forma de verdadeiras taras.
Tanto mais o erotismo era condenado e tanto mais se afirmava.
E apesar de tantas prevenções, os corações permaneciam sujos e poluidos pela avareza, pela cobiça, pela iniquidade, pelo egoismo, pela inveja, pela mentira, pelo ódio...
Em corações sexualmente virgens e 'puros' segundo o evangelho de Manes; proliferava a vontade de matar, roubar, mentir, danificar, etc
Porque manter o coração puro deve ser compreendido antes de tudo como mante-lo isento de ódio...
De ódio para com o semelhante.
Semelhante que Deus, mesmo sendo perfeito, ama.
Segundo esta escrito: "Tanto amou Deus o mundo que enviou o unigênito Filho para quem todo aquele que nele crer não pereça mas adquira o dom da vida sempiterna."
E ama porque é amor.
E isento do egoismo que leva o homem a acumular inescrupulosamente.
E isento da inveja que leva o homem a usurpar os bens que o próximo obteve com o trabalho de suas mãos.
E isento da vaidade que leva o homem a mentir e a enganar.
E isento da infidelidade que leva o homem a trair.
E isento da injustiça que leva o homem a oprimir seu semelhante.
E isento da crueldade que leva o homem a cometer o mal pelo simples prazer de comete-lo.
Só é verdadeiramente puro o coração que não dá abrigo a qualquer um destes vícios.
Independentemente do que o homem vista, coma, beba ou desfrute; sendo amoroso, fraterno, humilde, fiel, solidário, manso, etc seu coração será puro para Deus em Jesus Cristo.
E puras serão suas intenções e planos com relação a seu semelhante; e imaculada sua existência diante do Pai.
E será verdadeiramente ditoso!
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sexualidade e Cristianismo,
verdadeira pureza
domingo, 10 de março de 2013
XXXVI - Aspectos da vida de Jesus > seu corpo físico e processos biológicos
Durante séculos foi negada a Jesus Cristo uma humanidade integral e completa.
Pois bastante cedo influências platônicas e maniqueistas aluiram a doutrina da Igreja, engendrando primeiramente a doutrina docetista e, em seguida a monofisita ou eutiquiana. Mesmo a Cristandade Ortodoxa, cuja forma cristológica não havia sido alterada; acabou pagando tributo a tais preconceitos e diluindo o mistério da Encarnação.
Os maniqueus e docetas; considerando a matéria, a natureza e o corpo físico como entidades entrisecamente más, alardearam que a encarnação fora apenas aparente e que o corpo de Jesus era de natureza celestial, fluidica ou mesmo imaginária.
E embora os Evangelhos apresentem-nos o Salvador comendo e bebendo os teólogos das duas seitas explicavam dizendo que tudo não passará de farsa ou simulação.
Nem mesmo crucificado fora Jesus, mas um homem vulgar, posto pela divindade no lugar dele. Alguns opininavam que este homem fora o cirineu.
Outros alegavam que o corpo simplesmente desapareceu da cruz... evaporou-se; pois na verdade não passava dum fantasma diafano.
Outros ainda, mais comedidos, contentavam-se em supor que a matéria dele procedera dos céus e não da virgem e que esta não passará duma barriga de aluguel. Assim a natureza humana dele fora 'criada' como a do primeiro homem (!!!)
Sendo apenas similar mas na verdade diversa da nossa.
Embora a pena apostólica tenha registrado: "Em tudo semelhante a nós menos no pecado."
Destarte conheceu o docetismo certa atenuação.
Sendo abraçado por muita gente de boa fé.
Filiada a ortodoxia.
Evangelhos e crônicas foram escritos de acordo com este ponto de vista.
Aqui Jesus tem corpo mas doutra forma, tipo ou aparência; seja mais sólido ou luminoso e de forma alguma regulado pela lei natural.
Destas fontes suspeitas, senão culpadas é que procede a idéia segundo a qual Nosso Senhor era um castrado, como o bonequinho do 'amar é'; o bonequinho sem pênis.
A Jesus também foi negada uma genitália e quem se atreve-se a pensar em algo semelhante durante a 'boa idade da fé' acabaria tostado nas fogueiras de Roma ou de Genebra.
Então foi negada uma humanidade completa a Nosso Senhor e ele era visto como uma espécie de meio homem ou de ser assexuado.
Qual a razão disto?
A razão é que durante séculos alguns padres, mesmo gregos, relacionaram o pecado original ou melhor ancestral, com a sexualidade humana.
Destarte o sexo converteu-se em pecado e a genitália foi negada. Esta negação da sexualidade disposta pelo próprio Deus os teólogos classificaram como pudor e converteram em supremo gráu de virtude.
Durante milênio e meio viveram as pessoas como castradas, negando o próprio corpo, culpando-se a si mesmas ou cultivando a hipocrisia.
Felismente um judeu, de nome Freud, apesar de suas exagerações, redimiu a sexualidade humana; cumprindo assim um propósito eminentemente Cristão.
Homens como ele, W Reich e V Rosanov merecem ser considerados como benfeitores da humanidade.
Os maniqueus e seus herdeiros, como malfeitores.
Então principiamos admitindo que Jesus possuia genitália ou um pênis. Ao menos que isto seja pecado!
E inferimos que não fosse ele impotente, pois a impotência corresponde a uma enfermidade ou a uma imperfeição da natureza humana. Assim sendo...
Eis porque o Senhor bem poderia ter tomado esposa e exercido a sexualidade normalmente pelo simples fato de estar em posse duma natureza humana integral e perfeita.
No entanto discordamos dos falsificadores gnósticos, de Martin Scorsese, de Dan Brown, dos esotéricos e de tantos quantos encaram Maria Madalena como esposa do Redentor.
Talvez tenha sido por isso que ele lhe tenha dito: Não ouses tocar-me porque ainda não passei a meu Pai.
Deixando bem claro que não tinha qualquer tipo de envolvimento físico com ela.
Segundo cremos Jesus optou conscientemente pelo estado de vida celibatário tendo em vista uma maior comodidade para o anuncio do Evangelho. O qual viria a ser prejudicado caso ele tivesse constituido família.
Alias o propósito da presença do Senhor neste plano não foi buscar esposa mas educar nossa espécie.
Resta esclarecer se Jesus estaba sujeito a poluções noturnas como o comum dos mortais.
Uma vez que seu corpo era igual ao nosso, bem como seu metabolismo e processos orgânicos; não podemos negar que o corpo do Salvador produzisse fluido seminal e que ele devesse ser lançado fora ocasionalmente. Donde inferimos que o Senhor estava sujeito a este tipo de fenômeno.
A menos que alguém ouse classificar as poluções como pecados e lançar esta grave acusação sobre todos os santos. No caso deveria também culpar as mulheres pelas regras...
Ah já ia me esquecendo de que os antigos judeus haviam feito isto e classificado o ciclo menstrual da mulher como algo sujo. Havendo até hoje quem receba a classificação deles como divina...
Quanto a tais poluções virem a companhadas por sonhos de natureza erótica, nós optamos pela negativa tendo em vista - como veremos mais a frente - o cárater simples da mente de Jesus. Na qual impressão alguma de natureza inutil ou perniciosa ficava guardada.
Tampouco cremos que o Salvador tenha passado por tentações internas, pelo mesmo motivo acima citado.
Nem é preciso dizer que o Salvador urinava e defecava como todos nós.
Alias tais processos nada teem de vergonhosos uma vez que foram concebidos e decretados pelo próprio Deus. E tudo quanto ele não teve repugnância ao criar não pode ter tido repugnância ao assumir.
Não existe terceira via alguma entre nosso ponto de vista e o dos maniqueus. Nós nos límitamos a aceitar as últimas decorrências da Encarnação.
Pois bastante cedo influências platônicas e maniqueistas aluiram a doutrina da Igreja, engendrando primeiramente a doutrina docetista e, em seguida a monofisita ou eutiquiana. Mesmo a Cristandade Ortodoxa, cuja forma cristológica não havia sido alterada; acabou pagando tributo a tais preconceitos e diluindo o mistério da Encarnação.
Os maniqueus e docetas; considerando a matéria, a natureza e o corpo físico como entidades entrisecamente más, alardearam que a encarnação fora apenas aparente e que o corpo de Jesus era de natureza celestial, fluidica ou mesmo imaginária.
E embora os Evangelhos apresentem-nos o Salvador comendo e bebendo os teólogos das duas seitas explicavam dizendo que tudo não passará de farsa ou simulação.
Nem mesmo crucificado fora Jesus, mas um homem vulgar, posto pela divindade no lugar dele. Alguns opininavam que este homem fora o cirineu.
Outros alegavam que o corpo simplesmente desapareceu da cruz... evaporou-se; pois na verdade não passava dum fantasma diafano.
Outros ainda, mais comedidos, contentavam-se em supor que a matéria dele procedera dos céus e não da virgem e que esta não passará duma barriga de aluguel. Assim a natureza humana dele fora 'criada' como a do primeiro homem (!!!)
Sendo apenas similar mas na verdade diversa da nossa.
Embora a pena apostólica tenha registrado: "Em tudo semelhante a nós menos no pecado."
Destarte conheceu o docetismo certa atenuação.
Sendo abraçado por muita gente de boa fé.
Filiada a ortodoxia.
Evangelhos e crônicas foram escritos de acordo com este ponto de vista.
Aqui Jesus tem corpo mas doutra forma, tipo ou aparência; seja mais sólido ou luminoso e de forma alguma regulado pela lei natural.
Destas fontes suspeitas, senão culpadas é que procede a idéia segundo a qual Nosso Senhor era um castrado, como o bonequinho do 'amar é'; o bonequinho sem pênis.
A Jesus também foi negada uma genitália e quem se atreve-se a pensar em algo semelhante durante a 'boa idade da fé' acabaria tostado nas fogueiras de Roma ou de Genebra.
Então foi negada uma humanidade completa a Nosso Senhor e ele era visto como uma espécie de meio homem ou de ser assexuado.
Qual a razão disto?
A razão é que durante séculos alguns padres, mesmo gregos, relacionaram o pecado original ou melhor ancestral, com a sexualidade humana.
Destarte o sexo converteu-se em pecado e a genitália foi negada. Esta negação da sexualidade disposta pelo próprio Deus os teólogos classificaram como pudor e converteram em supremo gráu de virtude.
Durante milênio e meio viveram as pessoas como castradas, negando o próprio corpo, culpando-se a si mesmas ou cultivando a hipocrisia.
Felismente um judeu, de nome Freud, apesar de suas exagerações, redimiu a sexualidade humana; cumprindo assim um propósito eminentemente Cristão.
Homens como ele, W Reich e V Rosanov merecem ser considerados como benfeitores da humanidade.
Os maniqueus e seus herdeiros, como malfeitores.
Então principiamos admitindo que Jesus possuia genitália ou um pênis. Ao menos que isto seja pecado!
E inferimos que não fosse ele impotente, pois a impotência corresponde a uma enfermidade ou a uma imperfeição da natureza humana. Assim sendo...
Eis porque o Senhor bem poderia ter tomado esposa e exercido a sexualidade normalmente pelo simples fato de estar em posse duma natureza humana integral e perfeita.
No entanto discordamos dos falsificadores gnósticos, de Martin Scorsese, de Dan Brown, dos esotéricos e de tantos quantos encaram Maria Madalena como esposa do Redentor.
Talvez tenha sido por isso que ele lhe tenha dito: Não ouses tocar-me porque ainda não passei a meu Pai.
Deixando bem claro que não tinha qualquer tipo de envolvimento físico com ela.
Segundo cremos Jesus optou conscientemente pelo estado de vida celibatário tendo em vista uma maior comodidade para o anuncio do Evangelho. O qual viria a ser prejudicado caso ele tivesse constituido família.
Alias o propósito da presença do Senhor neste plano não foi buscar esposa mas educar nossa espécie.
Resta esclarecer se Jesus estaba sujeito a poluções noturnas como o comum dos mortais.
Uma vez que seu corpo era igual ao nosso, bem como seu metabolismo e processos orgânicos; não podemos negar que o corpo do Salvador produzisse fluido seminal e que ele devesse ser lançado fora ocasionalmente. Donde inferimos que o Senhor estava sujeito a este tipo de fenômeno.
A menos que alguém ouse classificar as poluções como pecados e lançar esta grave acusação sobre todos os santos. No caso deveria também culpar as mulheres pelas regras...
Ah já ia me esquecendo de que os antigos judeus haviam feito isto e classificado o ciclo menstrual da mulher como algo sujo. Havendo até hoje quem receba a classificação deles como divina...
Quanto a tais poluções virem a companhadas por sonhos de natureza erótica, nós optamos pela negativa tendo em vista - como veremos mais a frente - o cárater simples da mente de Jesus. Na qual impressão alguma de natureza inutil ou perniciosa ficava guardada.
Tampouco cremos que o Salvador tenha passado por tentações internas, pelo mesmo motivo acima citado.
Nem é preciso dizer que o Salvador urinava e defecava como todos nós.
Alias tais processos nada teem de vergonhosos uma vez que foram concebidos e decretados pelo próprio Deus. E tudo quanto ele não teve repugnância ao criar não pode ter tido repugnância ao assumir.
Não existe terceira via alguma entre nosso ponto de vista e o dos maniqueus. Nós nos límitamos a aceitar as últimas decorrências da Encarnação.
XXXV - Aspectos da vida de Jesus > Celibato, necessidade ou opção???
Como ex protestante não me surpreendo mais ao ouvir pérolas como estas: O celibato é uma prática de origem pagã. Até Pedro, o primeiro papa, era casado.
Absolutamente inexato.
Pois eram os pagãos, via de regra, infensos ao celibato.
A ponto de Licurgo, Augusto e muitos outros legisladores terem condenado os celibatários a diversas penas infamantes e convertido o matrimônio em lei.
Os hebreus nutriam preconceitos semelhantes aos que eram acalentados pelos pagãos, embora algumas tradições apresentem Elias e Jeremias como eunucos.
Paulo no entanto, o Paulo sempre citado por Lutero e seus filhos, o Paulo que ousam colocar acima do Mestre amado, o Paulo que costumam apresentar como infálivel; assim se exprime: 'Casar é bom mas não casar é melhor... bem faz aquele que casa sua virgem, melhor faz quem não a casa.'
Teria ele aprendido com algum mestre pagão???
Não sei. Os protestantes que o decidam entre si.
Curioso como os protestantes se colocam acima das escrituras que dizem ser inspiradas. Pois tendo Paulo - contrariando o ensinamento do Evangelho - sustentado que o governante secular é ministro de Deus; é o quanto basta para os protestantes tecerem apologia religiosa da tirania e do despotismo, apresentando-o como dogma sacratíssimo... agora quando o mesmo Paulo escreve: "O casado cuida das coisas do conjuge; o solteiro das coisas do Senhor." saem pela tangente dizendo que é melhor com o preceito divino do 'Crescei e multiplicai-vos' E põe já as fábulas e tonteiras israelitas acima da pena apostólica, malbaratando-a.
São os malabarismos ou ginásticas bíblicas do livre examinismo. Pelo qual cada um torce o sentido das escrituras...
E apesar da xaropada do 'crescei e multiplicai-vos', que põe já em risco a existência da humanidade, curvam-se os protestantes e prestam adoração a um celibatário!!!
Agora vejam só a inconsequência: condenam o celibato como uma heresia importada do paganismo e cultuam um eunuco.
Sim protestantes, fanáticos e sectários que apresentam o matrimônio como dogma sacratíssimo, pois o nosso Jesus jamais contraiu matrimônio, jamais casou, jamais fornicou; mantendo-se virgem.
E chorem protestantes porque não foi o 'capeta' mas Cristo Jesus quem disse: E há eunucos que eunucos se fazem por amor ao Reino!!! Palavras sagradas...
Agora vão lá ao poço salobro de Moisés e ousem opor a Jesus o 'crescei e multiplicai-vos.'
Jesus nos doutrina com palavras e exemplo e os protestantes batem o pé e gritam como papagaios: crescei e multiplicai-vos!!! Mas Jesus não quis dar sua metidinha e multiplicar.
Aqui atalha nosso protestante: Jesus não casou porque não pode pois era divino ou Deus (!!!).
SE JESUS PODERIA TER SE CASADO
Penso que melhor seria para a apologética protestante ter embarcado no reboque do gnosticismo e dos apócrifos e apresentar Jesus como consorte de Madalena ao invés de embrenhar-se pelo labirinto duma teologia putrica e cristologia corrompida.
Pois aqui mais uma vez embarcam os protestantes na canoa furada de Eutiques...
Esquecendo-se que além de verdadeiro Deus, Jesus também era verdadeiro homem.
Alias homem absolutamente perfeito em sua integralidade e não homem aparente, como certificaremos no próximo capítulo.
No entanto Jesus não poderia ter casado devido a união da natureza humana com a natureza divina.
Eh???
No que a união hispostática alterou a natureza humana, física ou biológica do Mestre; tornando-o inapto para o matrimônio.
É possível que alguém alegue que no caso de Jesus casar e gerar filhos, não seria capaz de gerar filhos puramente humano; mas deuses.
Miserável patacoada, pois jamais foi sabido que pessoa divina fosse gerada por via sexual!!!
Gerasse Jesus filhos segundo a natureza humana, tais filhos seriam puramente humanos. Possivel e provavelmente impecáveis; mas certamente humanos.
Portanto a geração de filhos não seria obstáculo plausível para que a categoria humana do Senhor burlasse o mandamento divino.
Caso o matrimônio correspondesse de fato a um mandamento divino nosso Jesus te-lo-ia cumprido como todos os demais...
Ou infrigido a lei divina e pecado...
Pois esta registrado que era 'Em tudo semelhante a nós menos no pecado.'
Portanto a semelhança de todos nós poderia, se quizesse, ter casado; exceto se classificarmos o casamento como um pecado.
Os maniqueus alegavam exatamente isto: que Jesus não contraiu matrimônio porque o matrimônio era mau e a sexualidade diabólica.
Os protestantes no entanto apresentam o matrimônio como uma espécie de qualidade da natureza humana (uma vez que todos devem casar-se)
Destarte não se compreende porque Jesus tenha deixado de proceder conforme uma natureza que nada tem de pecaminosa.
A conclusão é bastante simples: se Jesus não casou-se foi por livre escolha ou opção, isto é, porque não quis.
E porque não quis?
Porque aspirava por um tipo de vida mais elevada, ou seja, pela vida celibatária.
E porque?
Porque como disse Paulo o celibatário dispõe de mais tempo para tratar e cuidar das coisas santas e divinas enquanto que o homem casado dispende tempo com sua família humana.
Sócrates com sua Xântipa que o diga; pois tendo vivido mais que Jesus acabou dispondo de menos tempo do que ele para tratar das coisas santas.
Agora imaginem só o meigo Redentor que sequer tinha onde pousar a fronte cançada, peregrinando com uma costela a tira colo.
É pois o celibato mais funcional tendo em vista o ministério religioso na medida em que propicia mais tempo livre e liberdade ao missionário.
Neste sentido podemos dizer que ele é superior ao matrimônio. Pois aqui a atenção é dividida.
Aqui alguém poderia atalhar: mas acaso o celibato não é uma recusa ao amor?
As vezes em se tratando de um celibato, que por medo ou fragilidade, volta-se egoisticamente para si mesmo; até pode ser.
Tal no entanto não foi o celibato de que o Redentor é exemplo e modelo.
Pois este equivale a ampliar o amor. Amor que o casamento restringe.
Foi para servir a todos do melhor modo possível que o Mestre amado abdicou do direito natural ao casamento.
E tendo em vista a propagação da verdade, fez do celibato uma lei para os apóstolos e seus sucessores os Bispos.
Ordenando que se separassem das esposas e deixassem as famílias. Não para que constituissem novos matrimônios e originassem novas famílias, mas para que servissem apenas a nobre causa da boa nova.
Eis porque exigiu fidelidade exclusiva e o sacrificio dos apetites naturais. O que por sinal redundou em beneficio da disciplina e do martirio por parte das lideranças da congregação.
Daí um dos Santos apóstolo ter exclamado: Tudo deixamos para te seguir, que receberemos pois em troca?
Quanto as mulheres irmãs, citadas por Paulo, as quais acompanhavam os apóstolos em suas lides e serviam-nos; assemelhavam-se as santas mulheres que acompanhavam o Salvador e serviam-no (Maria, sua mãe; Madalena, Suzana, Salome, Maria de Cleofas, etc).
Ao invés de esposas ou concubinas pertenciam elas a ordem das viúvas, descrita pelo mesmo Paulo, e dedicavam-se a cozinhar e lavar para os Santos.
domingo, 3 de março de 2013
VIII - Que pensar sobre a 'Imaculada conceição' - reflexões sobre a teoria do pecado original
Há entre nossos ortodoxos grande confusão e celeuma a respeito da doutrina papista da Imaculada conceição, imposta aos fiéis no ano de 1858 pelo papa Pio IX.
Antes disto não fazia parte dos dogmas ensinados pela igreja latina.
Eis porque dominicanos e franciscanos envolveram-se em autênticas 'batalhas teológicas' a respeito do assunto, chegando a tratar-se uns aos outros como heréticos.
Interveio o Papa no entanto, alegando que o assunto era de pouca monta, e proibindo ambas as partes de se insultarem e tratarem como heréticas.
Grosso modo dizem os ortodoxos que a Imaculada conceição não constitui dogma ou artigo de fé imposto pela Santa Igreja de Jesus Cristo.
Quanto ao significado da doutrina porém há grande divergência de apreciações.
Há quem encare a dita teoria como um theolougumena, ou seja como doutrina teológica, eclesiástica ou especulativa. Neste perspectiva há quem considere-a peidosa e quem considere-a como funesta.
No frigir dos ovos, a questão aqui, como em na teologia em geral, não gira em torno da Virgem Maria, e sim em torno da concepção de pecado original.
Os ortodoxos, ao contrário dos protestantes, não repudiam a 'imaculada conceição' movidos por qualquer tipo de prevenção face a Virgem Maria e nem poderiam faze-lo uma vez que pretendem pertencer a 'Igreja da Virgem'...
Repudiam os Ortodoxos ao dogma e doutrina da Imaculada conceição devido a doutrina latina de pecado original a qual creem ter sido inventada por Agostinho.
Portanto, uma vez que o pecado original, nos termos concebidos por Agostinho, pelos papistas e pelos protestantes não passa duma quimera ou duma ficção, a imaculada conceição é uma doutrina inutil e desnecessária.
De fato a igreja Ortodoxa e Católica não compreende o pecado ancestral como um tipo de doença, de mancha, de culpa ou de pena; magicamente herdada ou imposta pelo poder divino. Não creem os ortodoxos em qualquer teoria de infecção congenita ou de pacto federal pelo qual os humanos mereçam ser separados de Deus ainda no ventre de suas mães.
Segundo nossos elderes, em especial Clemente de Alexandria e Origenes, devemos compreender o pecado ancestral como o mau exemplo legado a posteridade pelas primeiras gerações, o qual em pouco tempo acabou por atingir e dominar o gênero humano como um todo.
Eis porque S Clemente assim se exprime nas Hypotyposeis ou Adumbrationes: "ASSIM ENCONTRAM-SE SOB O DOMÍNIO DO PECADO DE ADÃO PELA IMITAÇÃO DO PECADO." in Jd
Replicam os protestantes e papistas alegando que "Sendo assim, no passado remoto, nem todos foram imediatamente contanimados e rebaixados pelo pecado."... "De modo que poderiamos falar em perfeitos justos e santos, no passado remoto..."
Perceba-se como os protestantes e romanos converteram suas especulações e preconceitos em dogmas.
Eles leem no Testamento: "Não há um justo sequer." e compreendem o que esta escrito no tempo presente, de modo absoluto, abstraindo do tempo e estendendo os efeitos do pecado aos tempos mais remotos e a todas as épocas. No entanto não esta escrito no Testamento da graça e da verdade que jamais haviam existido justos e santos sobre a terra; mas que durante o tempo em que o 'Verbo se fez carne' - e certamente desde inumeros milênios - não havia mais um unico justo ou santo sobre a face da terra, tendo todos sido contaminados, paulatinamente pelo mau exemplo dos antepassados, segundo os laços de parentesco que constituiam e conforme todos os povos humanos iam misturando-se uns aos outros.
Neste caso o 'sacrificio do Senhor teria sido inutil' exclamam os pervertidos.
E nós respondemos que não foi inutil para nós, para as gerações que precederam imediatamente o mistério da encarnação e para a posteridade.
Afinal ele mesmo disse que veio "Não para os saudáveis mas para os enfermos." indicando que se durante aquela geração não havia mais um 'justo sequer'; nem sempre havia sido assim... De modo que o pecado nem sempre reinara de modo absoluto neste planeta e que tampouco propagara-se magicamente como supõe Agostinho e seus sucessores; mas paulatina e naturalmente ou seja por meio do exemplo.
Ademais ocupar-se dos antigos e das gerações passadas não é o escopo da fé. O escopo da fé e eliminar o mal e o pecado no tempo presente.
Lamentavelmente os latinos, pricipiaram a especular sobre a origem da flecha que atingiu o coração da humanidade, ao invés de se limitarem a remove-la; segundo o propósito do Senhor.
Daí essa teologia putrefata a respeito de supostos pactos (teoria federal) - pautada parte na cultura israelita e parte na cultura escocesa ou seja do meio social - ou a teologia da enfermidade ou da mancha, legada aos teologos africanos pelo paganismo cartagines e pela abominação maniquéia.
A luz da tradição alexandrina no entanto conpreendemos que as primeiras gerações desviaram a vontade face ao padrão divino, passando a praticar o mal. A pratica do mal sendo captada e percebida pelos nascituros desde o ventre materno (o nascituro recebe impressões auditivas desde o terceiro mes de gestação) e durante a 'primeira infância', ficava gravada no subconsciente das sucessivas gerações, produzido o conhecido conflito entre a lei inata da consciência (a moral eterna) e as impressões recebidas pelo meio... Tendo atingido a idade adulta, em que a liberdade assoma; tais pessoas acabavam comentendo outras tantas ações inadequadas ou pecaminosas... assim geração após geração o pecado fazia novas conquistas, a maldade ampliava-se e a iniquidade convertia-se num hábito universal, arraigado no inconsciente humano que é a raiz oculta da vontade.
Este paulatino enrraizamento do pecado e da maldade na natureza humana, segundo o exemplo das gerações precedentes fixado na memória das gerações subsequentes, é classificado pelos padres gregos como 'pecado ancestral'. É sempre bom e util conservar esta designação tradicional e evitar a designação latina de 'pecado original' tendo em vista preservar nossa teologia do 'fermento' agostiniano ou agostinianista.
Ao contrário da teologia agostiniana e das ulteriores formulações protestantes, que primam pelo irracionalismo crasso, a doutrina proposta pelos padres gregos esta de pleno acordo com os fatos observados ou seja com a própria realidade.
A presença das imagens do mal ou das impressões pecaminosas na mente ou na memórias das crianças desde a vida intra uterina chamamos 'pecado ancestral'.
Resta-nos agora investigar quais sejam as decorrências do dito estado. Porque os latinos sustentaram e sustentam que as crianças que partem neste estado sem terem sido batizadas, morrem separadas de Cristo e passam ao inferno, cuja duração eles alegam ser eterna.
Então já sabemos que o costume apostólico e livre do batismo infantil, generalizou-se graças a esta teologia supersticiosa segundo a qual as crianças que não fossem purificadas desta 'mancha' não teriam como obter a unidade de Cristo e, em caso de óbito, a bem aventurança celestial. Devendo por isso mesmo ser eternamente punidas ou castigadas...
Mais tarde com grande escândalo dos agostianianos - dentre os quais Berti e Noris - adotou a igreja romana a teoria que Pelágio e Celestio foram buscar lá nas terras do Oriente, ou seja, a teoria do Limbo, concedendo a tais crianças, mortas sem batismo e purificação, um tipo de felicidade puramente natural. Os gregos em geral concedem que tais crianças passam diretamente a Cristo pelo simples fato de não terem cometidos pecados pessoais... dos quais resulta a dita separação do homem racional e livre face a unidade de Jesus Cristo.
Os padres gregos em geral recorrem ao texto clássico ainda hoje repetidamente citado pelos anabatistas: Deixa que venham a mim as criancinhas porque delas é o Reino dos céus.
No entanto se ao pecado ancestral comvem a culpa e a pena como podem merecer o Reino dos céus??? Devem merecer é as chamas do inferno... segundo sustentam Agostinho e sua escola.
Por outro lado, revertendo o argumento e dando tais crianças como merecedoras do Reino de Cristo, somos constrangidos a desvincular do pecado ancestral qualquer idéia de culpa ou pena, atribuindo tal mistura aos antigos cartagineses, aos maniqueus, aos africanos, a Agostinho, ao papa e aos reformadores; os quais por isto mesmo merecem ser tidos em conta de inimigos das crianças.
Não há como diante de tão suja doutrina - admitida explicitamente por Lutero e Calvino (para os quais a doutrina do Limbo era pelagiana) - aprovar o sever julgamento de J J Russeau.
Efetivamente semelhante doutrina não deixou de exercer consideravel influência sobre a educação em geral - familar e escolar - e sobre a vida de incontáveis gerações de crianças, a qual se tornou demasiado amarga. Sem mencionarmos os danos emocionais, traumas, bloqueios, complexos, etc produzidos a largo de séculos...
Basta mencionarmos os modelos educacionais calvinista e jansenista, notórios pela disciplina férrea e desumana até a crueldade e o sadismo.
Com Tolstoi imagino e penso que não pode haver nada de tão asqueroso como o ato de encarar um nascituro ou seja un bebê, como uma personalidade suja, ímpia e pecaminosa...
Felizmente Jesus declara 'Deixai vir a mim as criancinhas', antes de manda-las ao batismo para que sejam purificadas e assim se tornem santas e dignas dele.
Ele não disse: trazei-as para que sejam batizadas e depois trazidas a mim para que eu não me contamine. Mas: deixei que venham a mim como estão ou seja sem culpa, pena, mancha ou pecado; mas naturalmente puras e santas por não terem cometido qualquer pecado pessoal.
Portanto concluimos que as crianças, em que pese o pecado ancestral e a disposição inata e invencivel para o pecado, não estão separadas de Deus como supõe os latinos.
E acrescentamos que uma coisa é vir a pecar e vir a separar-se de Cristo e outra estar já separado por antecipação ou decreto divino. É justamente esta antecipação da culpa ou da pena que é ignorada pela Cristandade ortodoxa. Nós cremos num Deus bom a misericordioso que só antecipa coisas boas e dons excelsos...
Nós cremos num Verbo que se manifestou e encarnou como médico, pedagogo e pastor tento em vista combater e eliminar o mal e não o malvado, o pecado e não o pecador, a iniquidade e não o iniquo; e não num deus carrasco, carcereiro ou lôbo...
Partindo de tais premissas nós não vemos nenhuma necessidade absoluta duma imaculada conceição ou preservação do pecado ancestral, quanto a Virgem Mãe de Deus. Na medida em que o pecado ancestral não comporta culpa ou pena nós não aquilatamos que a Virgem precisasse ser 'protegida' ou purificada dele...
Embora alguns dos nossos convenham com os latinos e admitam - numa perspectiva perfeitamente ortodoxa - que por obra e graça do Espírito Santo, a mente e memória da santa Virgem, tenham sido preservadas das impressões pecaminosas ou maléficas a que aludimos, e que ela só tenha retido boas impressões em seu subconsciente e absolutamente nada de mau.
Corresponde esta suposição a versão ortodoxa da Imaculada conceição. Mas esta longe de alçar-se a categoria de dogma ou de artigo de fé.
Na medida em que os padres não estão de acordo a respeito.
Supondo inumeros deles que as impressões maléficas colhidas pelos sentidos da Virgem, e arquivadas em sua memória tenham sido miraculosamente apagadas em qualquer momento anterior Encarnação do Verbo.
Aqui alguns padres aludem a sua apresentação no templo e outros ainda a anunciação.
De minha parte julgo que se tal intervenção de fato ocorreu - o que tampouco deve ser considerado como dogma - deve ter ocorrido sob a forma de preservação efetuava desde o ventre materno; pois é sempre mais digno do Ser divino atuar por antecipação ou seja a priori, ao invés de atuar a posteriori.
Portanto caso devamos admitir o 'milagres' convem admitir sob a primeira forma, e suster uma espécie de 'imaculaca conceição', dentro da perspectiva ortodoxa e não da perspectiva latina duma 'purificação' de qualquer mancha, culpa ou pena, o que é inconcilíavel com a fé Católica.
Devemos reconhecer que seria mais digno do Deus Santo receber seu complemento humano e por assim dizer 'ligar-se' ou 'associar-se' a uma natureza completamente Santa e pura, inclusive quanto a mente, a memória ou ao subconsciente.
Convinha que Deus assim agisse, Deus poderia ter agido assim, assim se fez; parece-nos excelente justificativa no plano da teologia sagrada. Nada nos autoriza, no entanto, a converter nossas especulações em elementos do credo Cristão.
Portanto para nós qualquer tipo de preservação miraculosa experimentada pela mãe de Cristo, é e sempre será mero theologumena, e jamais artigo de é ou dogma pertencente ao conjunto da divina Revelação.
O AUTÊNTICO SENTIDO DO NASCIMENTO MIRACULOSO DE JESUS
Outra confusão lançada em torno da expressão 'Imaculada conceição' diz respeito não ao pecado original e sim a maneira ou modo como a Senhora teria sido concebida.
Semelhante confusão veio a ocorrer porque certos padres - latinos e gregos - influenciados pela lepra maniqueista, acabaram identificando já o pecado ancestral, já o pecado original, com o exercício da sexualidade humana ou seja com as relações naturais.
Daí compreenderem errôneamente que o Senhor não procedeu de relações naturais porque elas seriam entrisecamente más ou pecaminosas.
Ora isto é obscurecer e descaracteriza mistério por completo em seu sentido mais intimo.
Jesus não foi concebido de Virgem tendo em vista uma suposta averssão da divindade pelo sexo. No caso inventado pela serpente, identificada pelos rabinos, padres e pastores com o Diabo ou Satanas.
Nem é possivel postular seriamente qualquer tipo de incompatibilidade ou averssão entre Deus e o sexo pelo simples fato do sexo fazer parte da natureza, da criação e da vida; correspondendo por isso mesmo a vontade de Deus...
E de certo modo a uma força, capacidade ou potência existente no Ser divino, como assinalou ou douto Vassili Rosanov.
No caso porque Jesus teria optado por nascer de modo anti natural?
Simples: para manifestar perante o gênero humano sua condição especial, divina e singular...
Daí a necessidade dum nascimento singular, unico, miraculoso e por assim divino.
Este argumento, disposto a teoria da divindade de Cristo, é tão eloquente que tendo Maomé questionado o mistério diante dum grupo de Bispos Ortodoxos, rebateram eles indagando porque sendo mero homem teria Jesus nascido de Virge??? Rezam as tradições muçulmanas que Maomé teria replicado: Mistério incompreenssivel... e despedido os Bispos em paz.
Mistério incompreenssivel este nascimento único, singular e miraculoso caso não admitamos a divindade do nascituro...
Segundo os mesmos preconceitos, parte dos antigos compreendeu que a Santa Virgem teria sido concebida dos mesmo modo e maneira, seja por um toque de orelhas ou por um amplexo dos mais púdicos... estatela Joaquim um beijo na testa de Ana e como Atenas saindo da cabeça partida de Zeus, entra a Virgem no seio de sua futura mãe...
Afortunadamente os sinodos condenaram esses hipóteses desabusadas e outras tantas que pretendiam ter sido o 'homunculo' da Virgem e/ou de Jesus trazido dos céus.
Destarte ela e/ou ele seriam de natureza diversa da nossa ficando destruidos pela base os mistérios da Encarnação e da Reconciliação.
Então devemos crer e professar que a Virgem foi concebida por meio de relações sexuais e que seu corpo fisico compõe dos elementos naturais presentes em Joaquim e Ana. No caso do Divino Mestre devemos compreender e crer que tendo sido concebido miraculosamente e sem pai humano, recebeu seu material genético apenas e tão somente da Santa Virgem sua mãe.
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