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terça-feira, 6 de novembro de 2018

CVIII - S Clemente de Roma - Carta aos coríntios











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Klemandros, Klimet ou Clemente é identificado por Orígenes com o Clemente citado por Paulo em Fil 4,3 - Onde um certo Clemente é citado como colaborador seu - o que é corroborado por Eusébio.

S Irineu assevera que Clemente de Roma havia sido ouvinte dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo. Tertuliano na Praescr XXXII opina que Clemente fora sagrado Bispo de Roma por S Pedro e S Epifânio esclarece que Clemente, abriu mão da liderança em favor de Lino. 

Segundo se crê era parente dos Imperadores Vespasiano, Tito e Domiciano e membro da família Flavia. Dión Casio 'Hist Rom' LXVII,14 Batizado por S Pedro foi acusado de iniciar-se na religião dos judeus, o que produziu escândalo na Sociedade de seu tempo.

Foi ele que, graças a seu prestígio, unificou as comunidades rivais, petrina e paulina da cidade de Roma. Pois Pedro constituira por sucessor a Lino de Volterra e Paulo a Anakletos, os quais, segundo S Epifânio e S Rufino foram simultaneamente Bispos dos romanos.

Além disto Clemente teria convertido os nobres Sisino e Teodora, e cerca de quatrocentos cidadãos romanos. Foi o quanto bastou para Trajano bani-lo para as minas de cobre de Galipoli na Crimeia. No entanto como continuasse a exercer proselitismo e a converter os mineiros, a ponto de criar uma Igreja subterrânea. Diante disto o procônsul mandou atira-lo ao Mar Negro com uma âncora ou pedra de moinho atada ao pescoço. Isto deve ter ocorrido por volta do ano 100.

Clemente de Alexandria e Orígenes atribuem-lhe explicitamente a carta aos Coríntios. A qual tendo sido escrita por volta do ano 96 constitui o mais antigo testemunho escrito a respeito da fé Cristã escrito após as obras canônicas e a Didaké, se bem que esta fosse obra anônima e conjunta. A primeira carta de Clemente aos Coríntios é a primeira obra assinada e unitária composta após os escritos que formam o corpo do Novo Testamento. Curiosamente a Revelação e quiçá a forma definitiva do quarto Evangelho são posteriores a obra de Clemente, a qual seria contemporânea aos Escritos inspirados, o que lhe confere um valor excepcional.

Em torno da figura de Clemente romano foi elaborada imensa massa de material, em grande parte fabuloso, chamada 'literatura clementina' - assim os 'Reconhecimentos' (recognitiones) e as Homilias. São ambas recensões de uma obra bem maior cujo núcleo corresponde talvez ao 'Kerygmata Petrou' e se foi avolumando e sendo reelaborado até o começo do século IV. O original deve ter sido elaborado na Palestina ou na Síria por volta da secunda parte do século II. Os ebionitas achavam-se em posse de uma versão pelos idos do século IV segundo foi constatado por Epifânio, Jerônimo e outros. A versão que possuímos foi elaborada por um ariano pelos idos do século IV. Outros supõem que houve um original ortodoxo sucessivamente interpolado pelos heréticos.

Reconhecimentos é uma espécie de novela mexicana em que pai, mãe e filhos; separados desde que estes eram crianças tornam a encontrar-se devido a mediação de S Pedro. São Pedro, a seu tempo, é apresentado como antagonista de Simão, o Mago; o qual passa a seguir de cidade em cidade, de Jerusalém a Antioquia. Muito provavelmente o curso da obra fazia Pedro seguir Simão até Roma, terminando com a famosa cena em que é elevado aos céus por obra de magia e derrubado, diante de Nero, pelas orações de Pedro e dos cristãos...

As Homílias concentram-se na exposição da doutrina.

Não é possível dizer se há ou o que há de autêntico nessa massa de literatura, embora nos pareça exagerado classifica-la como fictícia por inteiro. A única coisa de certa é que sob a forma atual não pode ter sido elaborada por Clemente romano.

Feitas as devidas apreciações bio bibliográficas passo a resenha da obra:



  • I,02 - Obras: "Vossa fé era firme e cheia de todas as virtudes... Vocês procediam sem fazer acepção de pessoas, conforme as ordenações divinas... II,01: "Vocês guardavam zelosamente as palavras dele em vossos corações e os sofrimentos dele estavam sempre diante de vossos olhos... II,03 Repletos de santa resolução e ânimo para todo bem."...II,07 "Jamais vos arrependestes de ter feito o bem 08 ...os preceitos e estatutos do Senhor estavam gravados em vossos corações." XIII,03 "Firme-mo-nos em tais mandamentos e preceitos; e com humildade nos submetamos a suas palavras."
    XXI,01 - XXI,08 - XXXII,01 - XXXIV,01 - XXXVII,02
  • Amor - "Quem diz ter o amor de Cristo observe os mandamentos de Cristo." XLIX,01 "Sem amor nada pode agradar a Deus." 05 "O amor é coisa divina e divina e seu valor transcende as nossas palavras." L,01
  • Justificados para as obras: "Assim os que pela fé justificados foram sejam adornados com boas obras a exemplo do Senhor." XXXIII,07
  • Virtudes - Benevolência, mansidão e humildade. XXX,08 Justiça, verdade, paciência, concórdia e paz. LXII,02
  • Solidariedade: "Sejamos bons uns para com os outros conforme a piedade e a ternura daquele que nos fez." XIV,03 "O que possui algo assista o pobre e o pobre a Deus agradeça por este se servir de alguém para aliviar suas necessidades." XXXVIII,01 "Associe-mo-nos aos santos porquanto os que deles se aproximam tornam-se santos." XLVI,02
  • A Perfeição: "Aproxime-mo-nos dele pela santidade da alma e lhe estendamos as mãos puras e sem mancha." XXIX,01
  • Fideísmo: "... A vossa fé se obscureceu. Porque não anda mais segundo as diretrizes de seus preceitos, SEM SE COMPORTAR DE MANEIRA DIGNA." III,04
  • I,03 - Hierarquia: "Submissos aos líderes e prestando aos presbíteros que estavam convosco as honras devidas." "Os grandes não existem sem os pequenos nem os pequenos sem os grandes, em tudo há uma mistura, e isto procede da necessidade. Tomemos o nosso corpo - A cabeça não se pode locomover sem os pés e os menores membros são necessários a saúde do corpo inteiro. Todos convivem em mútua submissão para consolidar a saúde de todo corpo." XXXVII,04 e sg "Coisa horrenda e indigna da conduta Cristã saber que a sólida e veneranda Igreja de Corinto por causa de um ou dois elementos ousou levantar-se contra seus presbíteros. Tais rumores não chegaram apenas até nós mas até mesmo aos contrários e assim graças a vossa tolice é injuriado o nome do Senhor com grande perigo para vós!" XLVII,06 "Vós que lançastes os fundamentos da rebelião, submetei-vos aos presbíteros e deixai-vos corrigir com o arrependimento dobrando vossos corações." LVII,01
  • II,06 - Cismas e divisões: "Toda briga e divisão eram abomináveis para vós." "Brigas, ódios, disputas, divisões e intrigas, nada disto é necessário." XLVI,02 "Assim por que rasgamos e esquartejamos o corpo de Cristo. Por que nos rebelamos contra o corpo de que fazemos parte? oh loucura! Esquecemos que somos membros uns dos outros e olvidamos as palavras de Jesus! A divisão perverte a muitos. Enfraquece uns, escandaliza outros, levando-os a dúvida e entristece a todos." XLVI 07-09
  • Tradição: "Abandonemos as preocupações inúteis e vãs para seguir a norma imaculada da nossa tradição." VII,02
  • Livre arbítrio: "O Senhor concedeu a faculdade da conversão aos que desejarem se converter a ele." VII,05 "Na sua vontade soberana ele decidiu que todos os amados se possam arrepender." VIII,05 "Lutemos para sermos contados no número dos que herdarão as santas promessas." XXXV,04
  • Cânon do Antigo Testamento - Em XVI,16 parece citar o livro da Sabedoria: Esperou no Senhor... que o liberte e o salve se o ama. Menciona Judite juntamente com Ester. LV,04
  • Estabilidade de Deus (Deus não se encoleriza): "Na paciência de sua vontade coloquemos os nossos olhares e consideremos como permanece isento de cólera para com os seres criados." XIX,01
  • Ressurreição dos corpos: "Que haverá de fantástico ou de extraordinário em que o Senhor do universo ressuscite aqueles que o serviram santamente na esperança e sinceridade da fé?" XXVI,01
  • Justificação universal: "Pela fé Deus justificou TODOS os homens desde o princípio." XXXII,04
  • Pecado: "Quem são os inimigos do Senhor: Aqueles que se opõem a sua vontade." XXXVI,06
  • Ritual/calendário: "Devemos fazer tudo quanto o Senhor mando fazer no determinado tempo. Ele mesmo determinou que as ofertas e funções litúrgicas fossem oficiadas não ao acaso ou aleatoriamente mas em circunstâncias e mesmo horas determinadas. E por sua soberana vontade designou onde e por quem deseja que tais cerimônias sejam oficiadas, a fim de que cada coisa seja feita santamente e deleitosa seja a sua vontade." XL,01-03
  • Sucessão apostólica: "Os apóstolos receberam do próprio Senhor Jesus Cristo o Evangelho que nos comunicaram. Jesus foi enviado pelo Pai. Cristo procede do Pai e os apóstolos de Cristo. As duas coisas, na mesma ordem, procedem do Pai. Eles receberam instruções infalíveis, segundo a evidência da ressurreição e foram brindados com a graça do Espírito Santoe assim comunicaram o Reino. Nos campos e nas cidades anunciaram a boa nova e assentaram as primícias, e pelo poder do Espírito Santo constituíram Bispos e diáconos para os futuros crentes." XLII,01-04 "Julgais inusitado que os pregoeiros de Jesus Cristo tenha estabelecido tais ministros? Já Moisés tendo limitada ciência, não teria tomado todas as providências para que não houvesse desordem no antigo Israel?" XLIII,01 e 06 "O Senhor mesmo informará aos apóstolos a respeito das disputas que ocorreriam por causa da liderança. Destarte, tendo em vista o futuro, eles estabeleceram os ofícios de que falamos e quando estes morreram, outros homens qualificados os sucederam. Os que estabelecidos foram por eles ou por outros homens, sempre com a vênia da Igreja, tem servido o rebanho de Jesus Cristo dignamente e são estimados por todos. Por isto julgamos que não seja lícito dedigna-los. Para nós não seria justo exonerar aqueles que exercem o episcopado de modo santo e irrepreensível." XLIV,01-04
  • Inspiração da Escritura: "Vos curvastes sobre as santas Escrituras, essas verdadeiras Escrituras doadas pelo Espírito Santo. Sabei que nada de injusto ou falso nelas esta escrito." XLV,02
  • Trindade Excelsa: "Temos um só Pai, um só Cristo e um só Espírito de graça, que sobre nós foi derramado." XLVI,06 "Pela vida do Pai, pela vida do Senhor Jesus Cristo e do Espírito Santo que são a fé e a esperança dos bem aventurados." LVIII,02
  • Imortalidade da alma: "Aqueles que pela graça do Senhor se tornaram perfeitos no amor FORAM RECEBIDOS NOS LUGARES DOS PIEDOSOS." L,03
  • Igreja: "Melhor é para vós ser mantidos no rebanho de Jesus Cristo inda que sendo pequeninos do que grande ser e estar fora deste rebanho." LVII,02

sexta-feira, 22 de março de 2013

LXXV - Quem surgiu primeiro: a Igreja ou o Livro?






Imaginemos todavia que Pedro ou Paulo fossem imensamente ricos, como o Bill Gates ou o finado Roberto Marinho, e que desejassem reproduzir e distribuir livros sagrados ao invés de pura e simplesmente 'pregarem' como fora determinado pelo Mestre amado...

Neste caso que fariam eles???

Ainda assim só lhes restaria verter amargas e copiosas lágrimas.

E por que???

Porque fundada a Igreja por Cristo, no Pentecostes de 33 ou 34, não havia Bíblia.

Como é que é meu amigo???

Isto mesmo: não havia Bíblia Cristã; pois é a Igreja no mínimo quinze anos anterior a primeira epístola escrita por Paulo, a qual por sua vez corresponde ao primeiro 'livro' do NOVO TESTAMENTO.

Caso consideremos o Evangelho de S João, passou a Igreja cerca de cinquenta anos sem ele!!!

Não era possível a distribuição de exemplares do Evangelho em 34 d C porque nossos Evangelhos não existiram.

Tendo aparecido o Santo Livro após o surgimento da Igreja, somos levados a concluir que a expansão da Igreja, até Antioquia e Roma se fez sem ele.

E que a fé foi propagada pelo ministério da palavra, exercido pelos apóstolos firmados na autoridade expressa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Não tiravam os apóstolos sua autoridade do Novo Testamento Escrito ou de um livro; mas do próprio Jesus Cristo a quem haviam seguido e servido por sete longos anos.

Demos agora, a palavra, ao nosso protestante...

"O amigo esta completamente errado ao dizer que a Bíblia é posterior a Igreja; sucede-se exatamente o contrário, a Igreja que é posterior a Bíblia; pois já existia o Antigo Testamento, dos quais os apóstolos tiravam sua autoridade e ao qual recorriam tendo em vista a propagação da fé."

(As palavras acima extrai de livro editado por pastor protestante Brasileiro no final do século XIX)

Agora como homem civilizado que sou tentarei responder polidamente as diatribes empregadas por nossos pastores.

Naturalmente que quando nós - Ortodoxos e Católicos - dizemos Bíblia, estamos nos referindo ao livro dos Cristãos, a pena evangélica, a pena apostólica e escritos do Novo Testamento.

E aos registros greco/cristãos que nos referimos e não a quaisquer escritos judaicos anteriores ao advento de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Sendo Cristãos nossa referência, nossa base e nosso fundamento não se encontra nos livros do antigo Testamento e sim nos livros do Novo Testamento, em especial nos do Evangelhos...

Afirmar que o Antigo Testamento já existia quando a Igreja foi fundada é tão ocioso quanto dizer que a máquina a vapor já existia quando a Internet foi inventada... Eh???

Que os apóstolos tenham extraído sua autoridade dos registros judaicos é clamorosa parvoíce...

De fato versam tais fontes sobre o sacerdócio aaraônico, sobre levitas e mesmo sobre profetas; mas de modo algum sobre apóstolo.

Lá não se encontram seus nomes ou mesmo qualquer alusão a terem sido escolhidos, instruídos, abençoados, santificados, dignificados e enviados pelo Cristo.

Quanto a terem os apóstolos recorrido ao A T tendo em vista o anuncio da fé Cristã; tanto pior e ainda mais ridículo.

Afinal em que parte dos registros judaícos damos com a fórmula do Batismo? Ou com a fórmula da Eucaristia?? Ou com a fórmula do Pai Nosso? As Bem aventuranças? O mandamento do amor???

Que o pastor nos aponte em que parte do Antigo Testamento damos com estas instituições fundamentais a vida Cristã?

Do contrário cale-se, feche sua grande boca, de nó a lingua e não venha meter Moisés e David onde eles não são chamados...

Que vem ao caso o Antigo Testamento quando se trata da fé e da ética peculiares a instituição Cristã???

Não vem...

Logo durante quinze anos viveu a Igreja passou a Igreja sem registro, livro ou Testamento Cristão e vinte anos sem qualquer Evangelho.

E mesmo assim havia Eucaristia, Batismo, Exomologese, Pai Nosso, etc

E por que???

Porque os apóstolos guardavam em seus corações, imaculadamente, a palavra do Senhor.

E transmitiam esta palavra oralmente, por via de comissão ou autoridade.

Arautos constituídos pelo Verbo divino eles não precisavam de qualquer outro testemunho.

Comendadores, vigários e emissários do Nazareno eles falavam, julgavam e sentenciavam em seu nome; conforme ele mesmo dissera: O que ligardes nos céus será ligado e o que desligardes será desligado.

Assim a autoridade divina dos apóstolos precedeu a existência do livro.

De fato foi o Registro do Novo Testamento feito para a Igreja ou seja em benefício dela; e não a Igreja fundada para o Novo Testamento, para se subordinada a ele e julgada por ele.

Sendo posterior a Igreja, é o Evangelho que deve ser interpretado por ela. E receber seu único e legítimo sentido comunitário dos sucessores dos apóstolos ou seja dos Bispos Ortodoxos.

Pois como registrou S Pedro: "Escritura alguma é para a interpretação particular."






terça-feira, 19 de março de 2013

LXX - Padrão apostólico





"Assim como tu e os demais apóstolos ensinarem haveremos de crer." Daphnus, Eubulus, Theóphilo e Xenon; da Igreja de Corinto, ao apóstolo Paulo

"O que a vós entreguei recebí dos apóstolos que me precederam e  que sempre caminharam ao lado do Senhor." III Cor 






Henri Cristus, apresenta-se como Cristo...

Estevan Hernandez, Rodovalho, Macedo, etc apresentam-se como apóstolos ou Bispos.

Alguma diferença???

Nenhuma.

Pois se Cristo é um só, Jesus, o filho da Virgem Maria; os apóstolos eram apenas doze...

Doze foram aqueles que o Verbo elegeu, chamou, instruiu, dignificou, abençoou, santificou, comissionou e enviou em seu nome: Pedro, André, Tiago, João, Mateus, Tomé, Filipe, Bartolomeu, Tadeu, Simão, o outro Tiago e o traidor infame.

E em seguida um 'abortivo'; Paulo, a quem se manifestou no caminho de Damasco.

Setenta os discípulos, dentre os quais Natanael, Cleofas, Ananias, Addai, João, Aristion, Justo (Barsabás), Silas, Barnabé, Hierotheus, Abdias etc

Nenhum Martinho, Ulrico, Calvino, etc

Os quais não merecem ser contados entre as 'Testemunhas oculares da palavra.'

Lobos salteadores que não entraram 'pela porta do aprisco' tendo pulado o muro; usurparam estes ímpios o título divino conferido aqueles que Cristo comissionou e a seus legítimos sucessores.

"Falsos profetas, ímpios e sedutores." porque não tiveram qualquer contato real ou proximidade com Nosso amado Mestre.

Assim constituiram-se e nomearam-se a si mesmos; falando em seus próprios nomes, como pregoeiros da mentira e missionários da perdição.

Eles não receberam o título magnífico mas deram tal titulo a si mesmos.

Não foram proclamados pela voz divina mas tomaram um epíteto que não lhes pertencia.

Assim não foram enviados pelo Verbo mas pela louca pretensão.

Não foram escolhidos: escolheram-se.

Tal o cárater destes que surgiram ontem ou hoje e que ousam apresentar-se como arautos de Nosso Senhor.

Comendadores da mentira são eles e não servem nem para bispos de jogo de xadrez.

De fato não significa a palavra 'apóstolos' qualquer coisa.

Apóstolos foram aqueles doze que Jesus escolheu para acompanharem-no durante seu ministério de modo que fossem testemunhas autorizadas de tudo quanto ele realizava.

Portanto ser apóstolo não depende do desejar, do querer ou do pretender.

Pois o apóstolo é uma testemunha histórica de Cristo, uma parceiro, um associado; alguém que foi escolhido por ele.

Os apóstolos viram o Salvador face a face, comeram, beberam e conversaram com ele.




Somente eles receberam o sopro divino de sua boca e ouviram as palavras sagradas: "Ide a ensinai as nações e fazeis discípulos em meu nome."

Palavras que não foram ditas aleatoriamente ou dirigidas a Edir, Rodovalho, Feliciano, Malafaia, etc

Os quais jamais ouviram sua voz ou viram sua face.

Então eles não são nem apóstolos nem verdadeiros Bispos mas adversários do ensinamento apostólico e da legítima sucessão.

Porque tampouco foram escolhidos por algum apóstolo errante ou por qualquer Bispo legítimo, sucessor dos apóstolos. Então eles não possuem qualquer vínculo real e histórico com os apóstolos e comendadores de Jesus Cristo.

E tudo quanto anunciam e dizem, dizem de si mesmos; não de Jesus Cristo, porque este não os conheceu nem autorizou-os para que pregassem em seu nome.

Aos apóstolos legítimos dirigiu o Mestre estas palavras:

"QUEM VOS ESCUTA A MIM ESCUTA; QUEM VOS DESPREZA A MIM DESPREZA."

Evidenciando que são mediadores seus.

E que sem a mediação dos apóstolos não temos acesso a sua graça.

Todavia ao escutarmos os apóstolos e seus sucessores ouvimos sua voz.

As ovelhas conhecem a voz do pastor e o acompanham.

No entanto a respeito dos apóstolos de araque declara: "Nos últimos tempos surgirão falsos profetas, os quais dirão: Cristo esta aqui, esta acolá! Não lhes deis ouvidos."

Uns dizem: esta na Universal; outros: esta na Batista; outros ainda: esta na presbiteriana...

Quando na verdade o santuário do Verbo é a Igreja apostólica; cujos fundamentos são os doze apóstolos.

Assim seus nomes estão gravados nos fundamentos da Nova Jerusalem.

Mas eles afirmam que são apóstolos???

Como Henri Cristus e outros afirmaram ser o Cristo e Nietzsche disse ser Deus...

E como os loucos no hospício alegam ser Napoleão...

De fato é o homem livre para dizer aquilo que quiser.

Eis porque devemos exigir uma demonstração.

Onde os nomes destes apóstolos estão registrados? Em que parte da Escritura? Onde e por quem foram escolhidos???

Talvez eles vos respondam: Os nossos apóstolos realizam milagres e ressuscitam um morta a cada esquina!

E mereçam ouvir estas palavras: "Então eles declararão realizamos milagres e prodígios em teu nome; e eu vos direi: não vos conheço, para longe de mim vós que exercestes a iniquidade!"

Talvez insistam: Os apóstolos não indicaram nem deixaram sucessores.

E devam ouvir esta instrução: Tendo a igreja sido edificada sobre este fundamento apostólico e devendo substituir até a consumação dos tempos é necessário que o fundamento posto subsista e a acompanhe.

Eis porque os apóstolos escolheram autênticos sucessores para que, quando fossem recolhidos, a igreja passasse a ser administrada e regida imaculadamente.

Pois não pode uma casa subsistir sem seus fundamentos. Permanecendo a casa devem permanecer com ela os fundamentos.