Já vimos que nos domínios sagrados do Evangelho, ao contrário do que se sucede nos cangêres do pentecostalismo, Satanás, Lucifer, Belzebub, etc são entidades que jamais possuem corpos humanos...
No Evangelho apenas os espíritos imundos ou malignos, também designados por Daemon; são apresentados como 'obcessores'.
Ora no grego daqueles tempos 'daemon' significava apenas 'espírito' podendo muito bem corresponder a espírito humano desencardado, ou seja ao hebraico Dibuk.
De modo que se há mesmo algo de real por trás das possessões; algo que não se esgote no terreno da medicina mental, este algo a mais não são 'anjos caidos' retirados da mitologia rabínica; mas dibuks ou espíritos obcessores que origem puramente humana.
Resta-nos esclarecer o significado dos nomes Satanás, Lucifer, Belzebub, etc
Porque alguns de nós enchergam apenas nomes que possuem um significado genérico, enquanto que outros encaram tais nomes como designativos pessoais.
Dizem e declaram eles que se Jesus mencionou tais nomes é porque tais nomes correspondem a entidades reais.
E Disto decorre, para eles, a doutrina da existência pessoal ou real do Diabo, a qual consideram como parte efeitiva do credo Cristão.
Tais pessoas chegam a dizer que se 'Deus existe deve existir um Diabo." ou que "Se existe o bem, há de existir o mal."...
Nada direi a respeito de tais 'raciocínios' dualistas...
Direi apenas que de minha parte, Deus apenas tenho como necessário e o mais como contingente...
Não conheceço segundo ou terceiro Ser necessário; mas apenas Deus o Uno.
Por outro lado minha religiosidade encontra plena satisfação na pessoa de Jesus Cristo, ou seja, em seu amor, sua graça, sua posse, etc Naturalmente que eu reconheço a existência do ódio, da desgraça, da separação, do castigo, etc mas não como 'realidades' eternas e portanto subsistentes em Deus para todo sempre e de algum modo divinas. Não creio em ódios, iniquidades, punições, etc como fenômenos divinos sob qualquer forma ou aspecto, mas como fenômenos puramente humanos, contingentes e transitórios.
Assim sendo eu não sinto falta de um anti Deus ou de um deus do mal; nem vejo que deus precise lacaios defeituosos para servi-lo ou do 'coxo que abre a porta da carrugem'...
Um deus que a maneira de um rei possua um côrte ou um tribunal parece humano, demasiado humano para ser considerado... já a existência de um deus do mal parece-me assaz primitiva...
Acaso o amigo não vê a existência do mal no mundo???
Não só vejo, como ouço e até sinto.
Então como rejeita de modo tão obstinado a existência do capeta? Acaso suas obras não o manifestam???
Acontece que eu aplico aqui a navalha de Okchan
Navalha de que???
A navalha de Okchan...
O sr quer dizer gilete???
Não quero dizer Okchan mesmo, William Okchan...
???
Implica a navalha de Okchan em optar sempre pela explicação ou solução mais próxima ao invés de buscar soluções inuteis ou adicionais.
Observo a existência de seres livres de carne e osso e concluo que tais seres são a causa do mal que há no mundo sem qualquer necessidade de recorrer a um Diabo.
O amigo não admite que o Diabo impulsiona o homem para que ele faça o mal???
Porque deveria crer que um Diabo impulsiona o homem se o homem é perfeitamente capaz de mover a si mesmo???
Por outro lado caso o homem precise dum Diabo para ser movido porque o tal Diabo não precisaria também ele de outro Diabo para ser movido e assim sucessiva e infinitamente???
Porque o Diabo é perfeitamente capaz de mover a si mesmo, dirá voce.
Exatamente, porque o ser humano é perfeitamente capaz de mover a si mesmo, de conceber e de praticar o mal sem qualquer necessidade de um Diabo.
Então porque tantas pessoas alegam que cometeram este ou aquele crime movidas pelo Diabo???
Se ninguém acreditasse na influência de um Diabo elas não recorreriam a semelhante estratagema.
Quando alguém alega que cometeu est ou aquele crime é apenas e tão somente porque não tem coragem suficiente para assumir toda culpa, esperando inclusive obter certo relachamento por parte da justiça na medida em que atribui parte da responsabilidade que lhe cabe a um ser imaginário.
É conveniente atribuir parte da culpa ou da responsabilidade a um ser invisivel, especialmente quando há alguma chance de sensibilizar a opinião publica e obter algum benefício concreto em termos de diminuição da pena ou do castigo; puro e simples oportunismo.
Seria de se esperar que tais pessoas ao menos tivessem a dignidade de assumir a totalidade da culpa pelo que fizeram; aqui porém o homem torna-se verdadeiro Diabo de si mesmo...
Acontece, replica nosso contendor, que Jesus dirige-se a Satanás ou a Belzebub, como a uma pessoa real...
Jesus dirige-se a Satanás ou a Bebzebub como pessoas reais correspondendo as espectativas de seus ouvintes, para os quais um e outro eram pessoas reais...
A menos que Jesus desejasse ser acusado de heresia e executado antes de seu tempo, estava fadado a dialogar com a cultura em que nasceu e vivia; a qual era de um tipo atrasado, primitivo e fetichista.
Portanto não havia a mínima oportunidade de que Jesus apresentasse o verdadeiro significado de 'Satanás' ou Belzebub para aquele povo bárbaro... tentar explicar-lhes que Satanás, Bezebub, Lucifer, etc nada mais são do que a presença ou a existência do mal no mundo redundaria no mais miserável fracasso porque a mentalidade deles não estava a altura de semelhante concepção...
Para eles cada tempestade ou cada epidêmia era resultado concreto da intervenção de milhares de Diabos, os quais também eram responsáveis pela seca, pelos terremotos, etc como antes deus ou os deuses eram responsáveis por tudo isto... pois eles nada sabiam a respeito do ciclo da água, das bactérias e virus, das placas tectônicas, etc
Então para eles tudo eram diretamente movido por deuses e/ou diabos... a admissão de outros tipos de explicações era simplesmente impossivel.
Eis porque o Verbo divino envolvido com aquele povo teve que compor um discurso infantil, fazendo uso das figuras mitológicas que eles encaravam como reais e que possuiam certo significado para eles. Portanto quando Nosso Senhor queria designar a presença ou a ação do mal no mundo falava em 'Lucifer' ou 'Satanás' e era facilmente compreendido.
Portanto para nós a presença de tais nomes no livro sagrado será sempre compreendida como a presença e a ação do mal no mundo, mas produzido por nós mesmos seres humanos e destinado a 'destruição' pela correção da vontade auxiliada pela divina graça.
Quanto aqueles que admitem a fábulas dos anjos caidos ou dos anjos que se apaixonaram por mulheres humanas devem estar muito bem preparados para responder aqueles que solicitarem as razões de suas esperanças e que perguntarem porque o poder de sedução das mulheres mortais logrou ser mais forte do que a contemplação do Ser divino ou porque sabendo deus - pois é onisciente - que a maioria de seus anjos e dos próprios seres humanos haveria de apostatar, optou por cria-los dispondo-os a castigos e sofrimentos 'perpétuos'???
Nós não precisamos responder a tais perguntas pois afirmamos que a existência do gênerou humano como um todo foi concebida por Deus tendo como fim último a posse de sua Natureza i é a felicidade eterna. Somente nesta perspectiva a existência converte-se em verdadeiro bem face a inexistência.
Pois para os deserdados ou réprobos do sistema infernista a inexistência é certamente um bem muito superior ao tipo de existência que fruem.
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Espíritos malignos, demônios, diabos, etc Um esclarecimento sobre a origem de tais expressões.
Desde que Lutero veio ao mundo ensinar que qualquer tabaréu tinha o direito de examinar as Escrituras Sagradas a confusão instalou-se definitivamente no Reino de Cristo trazendo amplo benefício aos charlatães.
Efetivamente os incautos lendo nas versões modernas e traduções capengas as palavras: espírito maligno, espírito imundo, diabo, demonio, Satanaz, Lucifer, Belzebub, etc ACREDITAM PIAMENTE SER TUDO SINONIMIA OU SEJA TUDO A MESMA COISA...
Toda teologia infernista e demonista foi construida desta forma durante a Idade Média enquanto produto consumado da ignorância em matéria de lingua grega. O inacreditavel é que cinco séculos após o Renascimento as velhas mentiras permanecem de pé como dogmas sacrossantos, a ponto de mancharem o belo nome de Jesus Cristo.
Assim passa o divino Mestre por exorcista e curandeiro ordinário, o Cristianismo como um ritual de pajelança, nossa idéia de Deus ou de mundo como um dualismo grosseiro, nossa idéia de justiça como abominavelmente iniqua, etc e a instituição Cristã como algo asqueroso e desprezivel. As seitas de fato são tudo isto, mas não o Cristianismo sob as formas Católica/Ortodoxa mais esclarecidas.
Para arrematar o que foi dito acima, servem-se os padres e pastores levianos duma fábula rabínica muito mal elaborada que apresenta os tais demonios como anjos caidos (então por aqui já entram os tais anjos complicando ainda mais a questão). A este conto judaico eles aplicam o nome de 'teologia' e depois vão as escrituras judaicas recolher textos fora do contexto para tentar esconder a nudez da argumentação. Antes fossem buscar folhas de parreira ou de figueira como Adão e sua consorte...
Efetivamente mencionam os profetas a queda deste ou daquele soberano seja ele o Faraó, o rei de Tyr ou o rei de Sidon, salientando o orgulho do potentado face a glória de javé e vão desenvolvendo o tema da chegada de tais nabados ao Sheol com toda sorte de alegorias; disto se servem desonestamente os comentaristas para introduzir o tal 'anjo' caido; porque na lingua dos infiéis as palavras rei e anjo (MLK) são similares.
Também não paira duvida alguma sobre o fato de que atualmente, e para sermos precisos a quase mil e quinhentos anos, a palavra Demônio significa anjo caido, sendo equilavente a Diabo, Lucifer, Belzebub ou Satanaz, seus lideres, chefes ou personalidades mais destacadas. O único problema aqui é que nossas escrituras canônias foram compostas no século I desta era ou seja a cerca de 1900 anos, bem como a literatura patristica em sua fase aurea, que corresponde ao século IV ou seja a 1600 anos... QUANDO A PALAVRA DEMÔNIO CONHECIA OUTRA ACEPÇÃO BASTANTE DISTINTA DA ATUAL, CONSTRUIDA NA IDADE MÉDIA.
Logo não é certo nem exato que os Evangelhos, a pena apostólica, os padres apostólicos, os padres apologéticos e os padres em geral; compreendessem as coisas nos mesmos termos que os sectários de hoje e sua demonologia oficial.
Então devemos investigar o sentido original em que o termo era empregado naquele tempo.
A palavra Daemon em sua acepção original significa espírito ou gênio, o qual poderia ser mau (Kakodaemon) ou bom (Eudaemon) como o demônio de Sócrates que era uma espécie de 'eu interior' ou de voz interna procedente do próprio filosofo.
Então já sabemos que os escritores de origem judaica devem ter escolhido esta palavra com o intuito de representar Dibuk, ou espírito de uma pessoa morta que incorpora numa pessoa viva.
A outra expressão equivalente é 'espirito mau' ou 'espírito imundo' a qual tampouco denota qualquer relação entrinseca com supostos anjos caidos.
Há ainda no Evangelho a ocorrência do termo fantasma - por parte dos apóstolos - cuja acepção é clássica e significa sempre 'alma penada' e jamais qualquer outro tipo de manifestações.
Ora quando se trata de possessões e de entidades possuidoras o Evangelho aplica exclusivamente os termos Daemon e espírito maligno/imundo, jamais o termo Diabo ou os nomes Satanaz, Lucifer, Belzebub, etc
EXATAMENTE AO CONTRÁRIO DO QUE SE SUCEDE NAS FARSAS DA IURD E DEMAIS SEITAS PENTECOSTAIS, EM QUE SATANAZ, LUCIFER, BELZEBUB, ETC SÃO APRESENTADOS POSSUINDO AS PESSOAS JUNTAMENTE COM ENTIDADES MITOLÓGICAS PERTENCENTES A UMBANDA E QUIMBANDA (preto velho, cobra coral, maria padilha, pomba gira, tranca rua, etc) NO SANTO EVANGELHO TAIS PERSONAGENS JAMAIS SÃO MOSTRADOS POSSUINDO QUALQUER PESSOA.
Quem possui ali não é diabo, Satanaz, Lucifer ou Belzebub; mas daemon e espíritos malignos, que parecem corresponder ao hebraico Dibuk e a crença do tempo.
Eis porque tais 'espiritos' costumavam levar suas prezas aos cemitérios; porque eram seres ou entidades de origem humana ainda ligados aos corpos materiais que jaziam sepultados em tais lugares.
Admitida esta explicação só nos resta concluir que elas tomavam posse de 'novos' corpos com o intuito de fruir novamente do prazer sensivel da comida, da bebida, das relações sexuais, etc
Destarte se existia ou se existe algo de real por trás de tais relatos de exorcismos e possessões (não em todos os relatos mas em algum excepcionalmente) TRATAM-SE DE ESPIRITOS DE PESSOAS MORTAS E NÃO DE ANJOS CAIDOS CHAMADOS DIABOS.
Nossa explanação esta de pleno acordo com as crenças da época segundo o Talmud e tambem deacorco com a fé dos mais antigos padres da Igreja como Justino, Tertuliano e Clemente de Alexandria, para os quais os Daemons do Novo Testamento eram efetivamente espíritos de pessoas falecidas sem comunhão com o Verbo Encarnado Jesus Cristo.
Parece que o primeiro elder Cristão a receber a doutrina judaica daemons como diabos ou anjos caidos, foi S João Crisóstomo, o qual faleceu em 404. Nós no entanto preferimos ficar com o testemunho comum dos padres mais antigos que floresceram nos primeiros séculos e que foram ouvintes dos apóstolos.
Efetivamente os incautos lendo nas versões modernas e traduções capengas as palavras: espírito maligno, espírito imundo, diabo, demonio, Satanaz, Lucifer, Belzebub, etc ACREDITAM PIAMENTE SER TUDO SINONIMIA OU SEJA TUDO A MESMA COISA...
Toda teologia infernista e demonista foi construida desta forma durante a Idade Média enquanto produto consumado da ignorância em matéria de lingua grega. O inacreditavel é que cinco séculos após o Renascimento as velhas mentiras permanecem de pé como dogmas sacrossantos, a ponto de mancharem o belo nome de Jesus Cristo.
Assim passa o divino Mestre por exorcista e curandeiro ordinário, o Cristianismo como um ritual de pajelança, nossa idéia de Deus ou de mundo como um dualismo grosseiro, nossa idéia de justiça como abominavelmente iniqua, etc e a instituição Cristã como algo asqueroso e desprezivel. As seitas de fato são tudo isto, mas não o Cristianismo sob as formas Católica/Ortodoxa mais esclarecidas.
Para arrematar o que foi dito acima, servem-se os padres e pastores levianos duma fábula rabínica muito mal elaborada que apresenta os tais demonios como anjos caidos (então por aqui já entram os tais anjos complicando ainda mais a questão). A este conto judaico eles aplicam o nome de 'teologia' e depois vão as escrituras judaicas recolher textos fora do contexto para tentar esconder a nudez da argumentação. Antes fossem buscar folhas de parreira ou de figueira como Adão e sua consorte...
Efetivamente mencionam os profetas a queda deste ou daquele soberano seja ele o Faraó, o rei de Tyr ou o rei de Sidon, salientando o orgulho do potentado face a glória de javé e vão desenvolvendo o tema da chegada de tais nabados ao Sheol com toda sorte de alegorias; disto se servem desonestamente os comentaristas para introduzir o tal 'anjo' caido; porque na lingua dos infiéis as palavras rei e anjo (MLK) são similares.
Também não paira duvida alguma sobre o fato de que atualmente, e para sermos precisos a quase mil e quinhentos anos, a palavra Demônio significa anjo caido, sendo equilavente a Diabo, Lucifer, Belzebub ou Satanaz, seus lideres, chefes ou personalidades mais destacadas. O único problema aqui é que nossas escrituras canônias foram compostas no século I desta era ou seja a cerca de 1900 anos, bem como a literatura patristica em sua fase aurea, que corresponde ao século IV ou seja a 1600 anos... QUANDO A PALAVRA DEMÔNIO CONHECIA OUTRA ACEPÇÃO BASTANTE DISTINTA DA ATUAL, CONSTRUIDA NA IDADE MÉDIA.
Logo não é certo nem exato que os Evangelhos, a pena apostólica, os padres apostólicos, os padres apologéticos e os padres em geral; compreendessem as coisas nos mesmos termos que os sectários de hoje e sua demonologia oficial.
Então devemos investigar o sentido original em que o termo era empregado naquele tempo.
A palavra Daemon em sua acepção original significa espírito ou gênio, o qual poderia ser mau (Kakodaemon) ou bom (Eudaemon) como o demônio de Sócrates que era uma espécie de 'eu interior' ou de voz interna procedente do próprio filosofo.
Então já sabemos que os escritores de origem judaica devem ter escolhido esta palavra com o intuito de representar Dibuk, ou espírito de uma pessoa morta que incorpora numa pessoa viva.
A outra expressão equivalente é 'espirito mau' ou 'espírito imundo' a qual tampouco denota qualquer relação entrinseca com supostos anjos caidos.
Há ainda no Evangelho a ocorrência do termo fantasma - por parte dos apóstolos - cuja acepção é clássica e significa sempre 'alma penada' e jamais qualquer outro tipo de manifestações.
Ora quando se trata de possessões e de entidades possuidoras o Evangelho aplica exclusivamente os termos Daemon e espírito maligno/imundo, jamais o termo Diabo ou os nomes Satanaz, Lucifer, Belzebub, etc
EXATAMENTE AO CONTRÁRIO DO QUE SE SUCEDE NAS FARSAS DA IURD E DEMAIS SEITAS PENTECOSTAIS, EM QUE SATANAZ, LUCIFER, BELZEBUB, ETC SÃO APRESENTADOS POSSUINDO AS PESSOAS JUNTAMENTE COM ENTIDADES MITOLÓGICAS PERTENCENTES A UMBANDA E QUIMBANDA (preto velho, cobra coral, maria padilha, pomba gira, tranca rua, etc) NO SANTO EVANGELHO TAIS PERSONAGENS JAMAIS SÃO MOSTRADOS POSSUINDO QUALQUER PESSOA.
Quem possui ali não é diabo, Satanaz, Lucifer ou Belzebub; mas daemon e espíritos malignos, que parecem corresponder ao hebraico Dibuk e a crença do tempo.
Eis porque tais 'espiritos' costumavam levar suas prezas aos cemitérios; porque eram seres ou entidades de origem humana ainda ligados aos corpos materiais que jaziam sepultados em tais lugares.
Admitida esta explicação só nos resta concluir que elas tomavam posse de 'novos' corpos com o intuito de fruir novamente do prazer sensivel da comida, da bebida, das relações sexuais, etc
Destarte se existia ou se existe algo de real por trás de tais relatos de exorcismos e possessões (não em todos os relatos mas em algum excepcionalmente) TRATAM-SE DE ESPIRITOS DE PESSOAS MORTAS E NÃO DE ANJOS CAIDOS CHAMADOS DIABOS.
Nossa explanação esta de pleno acordo com as crenças da época segundo o Talmud e tambem deacorco com a fé dos mais antigos padres da Igreja como Justino, Tertuliano e Clemente de Alexandria, para os quais os Daemons do Novo Testamento eram efetivamente espíritos de pessoas falecidas sem comunhão com o Verbo Encarnado Jesus Cristo.
Parece que o primeiro elder Cristão a receber a doutrina judaica daemons como diabos ou anjos caidos, foi S João Crisóstomo, o qual faleceu em 404. Nós no entanto preferimos ficar com o testemunho comum dos padres mais antigos que floresceram nos primeiros séculos e que foram ouvintes dos apóstolos.
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