sábado, 2 de fevereiro de 2013
Fundamentos do Cristianismo - a quem foram entregues as profecias?
Exposto o problema resta-nos perguntar: Neste caso o que é a Bíblia?
Digamos que a Bíblia é uma coletânea de livros dividida basicamente em duas partes: O Velho ou antigo testamento, o qual pertence propriamente a sinagoga ou ao povo judeu e o Novo Testamento que é a parte concernente ao povo de Jesus Cristo e, consequentemente o livro dos Cristãos no qual topamos com a doutrina Cristã.
Mas a que vem ao caso semelhante coletânea, qual seu vínculo, que tem ela de comum???
Deus?
Neste caso por que ainda não canonizamos o Corão?
Milagres?
Mas qual o proposito dos milagres?
A Revelação divina?
Mas qual o foco da Revelação divina?
Cristãos devemos responder sem hesitar que o elemento comum, responsável por dar sentido aos diversos registros e unificar a narrativa é Jesus Cristo Nosso Senhor.
Eis o alfa e o omega das escrituras, seu fundamento mais remoto e sua consumação.
Perceba no entanto que enquanto alguns desses registros são posteriores a Encarnação do Verbo, reportando-se a este mistério como evento de natureza histórica, outros são anteriores a ela, reportando-se ao mistério de modo profético ou como algo concernente ao futuro.
O que nos leva a concluir que o valor de ambas as partes deste livro - Antigo e Novo testamentos - é bastante desigual.
Mas por que desigual?
Por que no primeiro caso temos registrados os ensinamentos comunicados pelo Verbo Encarnado Jesus Cristo e portanto verdadeira revelação divina e afirmação da Verdade, já no caso do antigo testamento não temos acesso a doutrina comunicada pelo Senhor Jesus Cristo pelo simples fato de que ainda não se havia manifestado.
A menos que tenhamos Jesus em conta de mero repetidor!
E no entanto este Jesus é acusado de apostasia pelo Sinédrio da casa de Israel e martirizado?
Por ter se limitado a repetir as doutrinas e opiniões que os rabinos atribuíam a Moisés ou por limitar-se a recitar a Torá como qualquer rabino embiocado de seu tempo???
De modo que não nos trouxe ele, Jesus Cristo, nada de novo ou de diferente???
Por mais que nos pareça incrível amado leitor, há quem considere assim! Em que pese a advertência: Tudo quanto ouviu estando no seio do Pai, isto ele revelou!
E há no Cristianismo quem cuide que outro ou outros já haviam ouvido tudo...
Mas como poderiam ter ouvido tudo se não estavam no seio do Pai?
Afinal quantos filhos naturais tem Deus??? Uma carrada??? A ponto de não sabermos se é já uma septidade ou nonidade???
Preserve-nos a razão de tantos e tão assombrosos desvarios: Um é o Filho encarnado Jesus Cristo e uma apenas e única, a plena comunicação de sua vontade!
Nem chocou Jesus aos judeus por ter se limitado a repetir trivialidades e tudo quanto estavam habituados a ouvir mas por ter ousado apontar as limitações da lei deles, e ter se atrevido a apresentar-se como Deus feito carne - coisa que não podiam eles admitir - e sobretudo por ter anunciado a doutrina da tri personalidade divina, a qual tiveram em conta de politeísta e pagã.
Foi por isto que Jesus Cristo foi cravado e suspenso no madeiro da Cruz, por ter ousado se opôr a Lei de seus compatriotas e substituído o padrão do ódio pelo padrão do amor, o padrão da vingança e do rancos pelo padrão do amor, o padrão da violência pelo padrão da paz...
Quem não vê aqui que o lado da moeda é outro???
Pois ali temos um deus pintando pelo homem ou uma concepção humana a respeito do sagrado; e aqui apenas, no Evangelho, a auto manifestação e comunicação do Deus eterno e imutável, Senhor da Verdade!
E no Novo Testamento, temos registrada esta verdade!
Segue-se daí que todas as partes deste excelso registro sejam absolutamente iguais?
Tampouco.
Pois damos ali com duas penas: A pena Evangélica e a pena Apostólica.
A respeito da primeira parte apenas, por conter os quatro Evangelhos, podemos dizer que contem verdadeiras palavras de Deus comunicadas e codificadas com máximo grau de exatidão.
A respeito do Evangelho podemos dizer que corresponde, sem sombra de dúvida, a autêntica, pura e imaculada palavra do Deus encarnado Jesus Cristo e manifestação da verdade eterna, infalível e incorruptível.
Por Moisés veio a lei, POR JESUS CRISTO A GRAÇA E A VERDADE decreta o evangelista S João. Equivocam-se gravemente portanto tantos quantos buscam por graça e verdade onde não há, ou seja, em Moisés e nos registros dos judeus.
Quanto ao restante do Novo Testamento é necessário crer que quando os apóstolos ensinam algo que tenham ouvido de Jesus Cristo, repetindo suas instruções, proferem verdadeiras palavras de Deus, sagradas e incorruptíveis.
O próprio Jesus Cristo é quem o diz: Quem vos escuta a mim mesmo escuta e quem vos despreza é a mim mesmo que despreza.
A distinção faz-se absolutamente necessária porquanto os apóstolos eram judeus e como tais tributários da cultura judaica.
É portanto natural e até plausível que tenham regulado diversas questões por suas tradições e costumes, os quais certamente não constituem palavras de Deus.
Mormente quando o assunto ou problema em questão não havia sido levantado e solvido pelo próprio Jesus.
Assim diante de determinada questão, a honestidade obrigará Paulo a declarar que a decisão era sua, 'Não do Senhor'. Dá mesma maneira é ele que julga a questão das carnes sacrificadas e não o Senhor...
Queremos dizer com isto que o Novo Testamento não foi nem podia ter sido completamente impermeável a cultura em que veio a luz, incorporando parte dela em seus registros.
Paulo mesmo apresenta-se como fariseu filho de fariseus e pupilo de Gamaliel, além de recorrer não poucas vezes a soluções que sabemos serem rabínicas e não evangélicas. Assim quando a solução para determinado problema não era fornecida pelo Evangelho não podia deixar de recorrer a tais instâncias, reportando-se a tradição dos fariseus ou aos ensinamentos de seu venerando Mestre, os quais no entanto são de origem puramente humana e não de origem divina. Afinal nem Hilel, nem Shamai, nem Gamaliel eram Jesus.
Logo o que temos de mais sólido e seguro em termos de Cristianismo - E isto deveria ser evidente até! - continuam sendo as palavras de Jesus consignadas nos quatro Evangelhos ou as tradições 'Cristãs' que os apóstolos vinculavam expressamente a sua pessoa, falando 'in persona Christi'.
Tal nosso livro, formado pelas penas evangélica e apostólica, hierarquicamente compreendidas.
Já no que diz respeito a primeira parte das Escrituras canônicas, o Antigo testamento, o máximo que podemos dizer é que contem verdadeiras 'palavras de Deus' embora exaradas por elemento puramente humano. Na medida em que não procedem do Verbo encarnado Jesus Cristo, mas de comunicações proféticas recebidas por elemento puramente humano com sua personalidade sempre precária e jamais normal em termos de perfeição.
Nem podia Deus recorrer a veículos de mediação humana que fossem absolutamente perfeitos, pelo simples fato de inexistirem. Ficando a comunicação sempre limitada, senão comprometida.
Seja como for estas palavras que precedem e anunciam a Encarnação do Verbo são cognominadas vaticínios ou profecias.
Não poucas vezes os protestantes fundamentalistas nos tem questionado a respeito do critério que empregamos com o objetivo de saber o que é e o que não é divino no antigo Testamento, dando por suposto que estejamos privados de qualquer critério objetivo e que na ausência de semelhante critério é melhor recebe-lo como divino em sua totalidade ou engolir tudo... inclusive o sanduíche de merda e o pênis dos egípcios, dentre muitas outras coisas!
Tal no entanto não se dá uma vez que nosso critério é o centro e fundamento da divina Revelação Cristã: Jesus Cristo, não podendo haver critério mais seguro.
Nosso critério para julgar todas as coisas, inclusive o antigo testamento, aquilatando seu devido valor é o Cristo; o Cristo, sua encarnação, sua pessoa, sua missão.
Certamente é divino tudo quanto no Testamento antigo diz respeito a Jesus Cristo, seu advento, sua pessoa e missão. São divinas as profecias, os oráculos e os vaticínios que indicavam aos antigos Judeus o futuro médico, pedagogo e pastor do gênero humano.
Sabemos então que o Antigo Testamento é essencialmente profético e que a profecia é seu fundamento crístico e sobrenatural.
É pois sagrado ali tudo quanto concerne ao Senhor Jesus Cristo e puramente humano tudo quanto não diga respeito a ele ou a seus mistérios.
Distinguir as palavras do Verbo Jesus de todos os outros discursos presentes no livro sagrado reconhecer-lhes a singularidade e a excelência é prestar tributo de adoração racional a sua pessoa.
O próprio temor reverente abriga-nos a fazer semelhante distinção, alias antevista pelo hagiógrafo: No passado falou Deus de diversas maneiras aos antepassados MAS NA PLENITUDE DOS TEMPOS MANIFESTOU-SE NA PESSOA DO SEU FILHO.
Nem podemos deixar de inferir que a manifestação seja tanto mais nobre quanto a pessoa manifestada.
Seja qual for a autoridade conferida ao Testamento antigo nos tempos passados, o mesmo autor ( de Hebreus) é categórico: Não podem vigorar dois testamentos, é necessário que um seja revogado. Eis porque chama ao velho se sombra ou símbolo e ao Novo de Luz e realidade.
Refleti e considerai agora: Quem vivendo na plenitude e brilho da luz volta seus olhos para as sombras ou que tendo diante de si a realidade opta pela imagem refletida no espelho?
Podemos comparar enfim o testamento antigo e suas profecias a uma placa de sinalização cuja função é orientar-nos e conduzir-nos a um determinado local, no caso o Evangelho. No instante mesmo em que atingimos nossa meta chegando ao lugar indicado mapas, roteiros e placas tornam-se totalmente inúteis.
Assim as profecias e vaticínios não foram comunicados para aqueles que já atingiram o Mestre Jesus Cristo e nele estão, mas aqueles que ainda não chegaram e que buscam por ele...
No momento mesmo em que o homem abraça a lei de Jesus Cristo e se torna Cristão a profecia cede lugar a visão e a posse, tornando-se desnecessária. Pois Cristo já não é promessa a nos ser dada num tempo futuro qualquer mas realidade.
Assim os que vivem após a manifestação do Verbo na carne não se nutrem mais de leite ou de símbolos, sombras e figuras; mas das palavras desse Verbo consignadas no Evangelho, enfim da Verdade divina, de alimento sólido e salutífero.
Estando situados os Cristãos após o evento da encarnação e não antes dele, estão postos para o Cristo legislador, para o Cristo Mestre, para o Cristo que nasceu, morreu e ressuscitou e não para o Cristo profético dos antigos hebreus... Nosso Cristo foi profetizado em verdade mas não é profético. Tendo já assumido nossa mísera condição nosso Cristo é um Cristo histórico, inserido no tempo e no espaço. É Cristo tangível, concreto e presente - na vida sacramental da igreja, na eucaristia, no Evangelho, nas representações plásticas, etc
Caso fixem suas mentes e concentrem suas atenções no Testamento Antigo - Inclusive em suas partes não proféticas - dissipam os Cristãos seu tempo com coisas inúteis cessando de avançar em Jesus Cristo, no conhecimento das coisas divinas e dos santos mistérios. Podeis conceber castigo pior???
Fundamentos do Cristianismo - A quem foram entregues as profecias?
Do que lemos no capítulo interior infere-se que ideia alguma causou mais dano ao Cristianismo do que a teoria de uma Bíblia uniforme ou de um Corão 'cristão' contido entre Gênesis e Apocalipse... registro absolutamente inerrante, inquestionável e o que é pior de igual autoridade em cada uma de suas partes.
Tal elaboração histórica foi o germe de todos os sofrimentos e dissabores porque a Igreja de Cristo haveria de passar até o tempo presente.
Pelo simples fato de ter repudiado a doutrina Ortodoxa da especificidade, superioridade e suficiência doutrinal do Novo Testamento e possibilitado que o Evangelho por assim dizer fosse absorvido pela 'Bíblia' a ponto de DILUIR-SE no Antigo Testamento e tornar-se algo comum...
Na medida em que o Evangelho passou a ser encarado como 'parte' e parte igual e não como elemento soberano ou coordenador, destinado a julgar e dirimir todas as controvérsias, escancaram-se as portas da igreja para o elemento farisaico ou rabínico ou para uma reação 'contra revolucionária' destinada a descristianizar o Cristianismo tendo em vista a eliminação do quanto havia de específico nele, apresentando tal conteúdo como pagão...
Afinal prevaleceu a ideia judaizante segundo a qual os elementos mais 'jovens' ou recentes, como o Evangelho e o novo testamento é que deveriam conformar-se com o elemento mais antigo; logo de concordar com a Torá... DESTARTE ERA O EVANGELHO QUE DEVIA ADAPTAR-SE A LEI MOSAICA!!! Compreensão que ora prevalece entre as Testemunhas de Jeová, Adventistas e Pentecostais de vária lavra, embora já se encontre embutida no calvinismo!
Quem não percebe que admitido este princípio fica o Cristianismo condenado a morte e o próprio Evangelho aniquilado???
Pois trata-se justamente de colocar o VINHO NOVO nos ODRES VELHOS...
No entanto o protestantismo assumiu e canonizou esta opinião. Aventou-a em princípio ou dogma basilar seu e assim arrematar o 'deus' de papel foi apenas como subir um degrau a mais...
A ideia popular duma Bíblia que seja toda ela 'de capa a capa' palavra de Deus com o mesmo valor e autoridade foi (e é) é ideia essencialmente maligna pelo simples fato de que, pondo as palavras dos sacerdotes judeus - Com suas lendas, mitos e fábulas - em pé de igualdade com as palavras do Verbo Encarnado Jesus Cristo, forneceu aos maus Cristãos expediente eficaz com que podiam doravante obscurecer ou desvirtuar o sentido das palavras de Jesus, alterando-lhe os ensinamentos.
Aqui Jesus tornou-se como que apenas mais um... Era de fato convencionalmente tratado como divino. Suas palavras no entanto eram encaradas como as de simples profeta, misturadas com as de um sem número de criaturas. Pois os protestantes nem mantiveram o piedoso costume de separar as palavras do divino Mestre em EVANGELIÁRIOS, a exemplo da mãe igreja, de honorifica-las com um ritual simbólico ou mesmo de recita-las como algo diferenciado em seus cultos.
Os protestantes perderam quase que por completo o sentido Cristão de Evangelho tão caro aos primeiros Cristãos, aos antigos padres e mesmo a espiritualidade franciscana, já em termos de Idade Média e substituíra o conceito Evangelho pelo conceito Bíblia. Desde então o Evangelho perdeu sua peculiaridade e significância, desaparecendo dentro do enorme calhamaço deificado pela reforma... E isto é imensamente trágico!
Pois desde então a divina Revelação - ou seja o dogma Cristã - foi ficando mais e mais permeável aos mitos, lendas e fábulas do judaísmo antigo, as quais como que hipostasiaram-se a seus mistérios, convertendo-se em outros tantos artigos de fé alienígenas ou espúrios. E dia raiou em que já não se podia distinguir uma coisa da outra... Neste dia infeliz perdeu-se por assim dizer a especificidade do Credo Cristão tornando-se o Cristianismo a diluir-se no judaísmo e isto a ponto de tornar a ser passar a ser encarado como uma mísera seita judaica, tal a perspectiva dos unitários, sabatistas e sobretudo dos pentecostais, ora convertidos em paladinos do sionismo!!!
Percebam como em diversos setores do protestantismo o Criacionismo, chegou a substituir a divindade de Cristo e a Santíssima Trindade como dogma basilar. O foco deles não é de modo algum o ENCARNACIONISMO e tampouco o TRINITARISMO - Dos quais por sinal desconfiam enquanto elementos próprios do Catolicismo - mas Criacionismo, não Cristianismo, mas judaismo! Não Evangelho, mas Torá ou Moisés.
Ora todas estas doutrinas - Mais o iconoclasmo, o anti sacramentalismo, etc - são sintomas de judaização e portanto de perda de consciência por parte dos Cristãos nominais.
Caso eu acreditasse na existência pessoal do Diabo, acreditaria piamente que foi ele quem concebeu e trabalhou ativamente pela canonização da doutrina da Bíblia uniforme e da inspiração plenária e linear. Não é o caso. Foi no entanto uma opção desastrosa feita pelos reformadores a partir de Calvino.
Pois foi através dela que a economia Cristã como um todo reverteu mais uma vez ao judaísmo por obra e graça das seitas fundamentalistas, cujo padrão é o dispensacionalismo.
Coisa incrível é que atilado Calvino não tenha percebido as implicações contidas em tal doutrina.
Afinal se as palavras de Cristo absolutamente iguais a de todos os outros homens, sejam eles videntes ou profetas, como sua pessoa pode ser superior a deles???
E se a pessoa é superior ou divina como as palavras dela podem deixar de ser ao menos em certo aspecto superiores as de todos os demais emissários?
Como podem deixar, ao menos, de serem mais precisas, exatas, claras e objetivas?
E portanto de servirem como padrão ou critério decisivo em matéria de doutrina?
Nem nos devemos admirar de que a medida em que o tempo ia passando, uma parcela cada vez maior de sectários tenha passado a encarar o Senhor Jesus Cristo cada vez mais como simples profeta ou emissário, até precipitarem-se nos abismos do unitarismo, do judaísmo e do islã...
Por outro lado se Jesus é o Verbo encarnado ou um ser de categoria divina - como sempre acreditou a Igreja Ortodoxa, Católica, atanasiana ou nicena (Firmada em suas próprias palavras e na pena apostólica do Novo Testamento) - é impossível deixar de concluir que o peso de suas palavras é superior a tudo quanto já fora escrito e que só ele e apenas ele, sendo Deus verdadeiro, proferiu palavras de vida eterna.
Da simples ideia ou conceito de divindade de Cristo brota naturalmente o conceito ou ideia segundo a qual o grau de inspiração desfrutado pelo Evangelho seja necessariamente maior e mais intenso do que o grau de inspiração e exatidão desfrutado por todas as outras partes da Escritura neo testamentária. Que diremos então a respeito das profecias vetero testamentárias? E das partes puramente humanas??? E do conteúdo cultural que não reporta a Jesus Cristo???
Eis algo sobre o que todo Cristão deveria repetir demoradamente.
SÓ TU SENHOR TENS PALAVRAS DE VIDA ETERNA!!!
Fundamentos do Cristianismo - a quem foram entregues as profecias?
Num certo momento da História Cristã, os padres e escritores do ocidente ou seja de lingua latina, atribuindo a Igreja visível uma origem mais antiga do que de fato possui cunharam a infeliz expressão: 'igreja do antigo testamento', da qual mais tarde vieram a servir-se os 'reformadores' com o intuito de estabelecer a doutrina da 'inspiração linear das Escrituras' e abater assim o próprio santuário da Verdade.
Identificar a primeira fase da igreja de Cristo com o judaísmo antigo foi um tiro que saiu pela culatra, ou como se diz hoje um tiro dado no próprio pé.
É bastante possível e até provável que tenham cunhado tal expressão a partir das palavras de Hermas, o vidente; consignadas no livro 'Pastor', registro que alguns de nossos elderes mais antigos costumavam citar como inspirado pelo simples fato de ter sido escrito no comecinho do século II, quando se supunha que ainda viviam alguns apóstolos ou discípulos de Nosso Senhor Jesus Cristo.
De fato neste livro Hermas refere-se a Igreja como Senhora idosa ou anciã, subsistindo antes mesmo da criação do mundo.
Nada indica no entanto que Hermas se estivesse referindo a uma visibilidade ou materialidade da Igreja anteriores a Encarnação do Verbo Jesus Cristo ou a organização deste nosso Universo material.
Muito provavelmente a citada passagem do Pastor diz respeito a igreja enquanto projeto ou plano existente na mente de Deus desde toda eternidade. Querendo dizer que não surgiu de improviso ou foi feita por acaso (acidentalmente).
No entanto, a partir daí, os latinos e particularmente os protestantes desenvolveram a funesta ideia segundo a qual o antigo Israel ou melhor, a forma religiosa do antigo israel (E posteriormente o judaísmo antigo seu sucessor) equivaleria a uma espécie de 'pré' ou 'ante' (Não anti) igreja Cristã anterior a entrada do Verbo tempo no tempo ou seja ao mistério da Encarnação. De modo que a 'igreja' material e visível dos judeus, escribas, fariseus e rabinos teria sucedido a igreja material e visível dos Cristãos. Teríamos assim uma igreja antes da igreja ou uma igreja antes do Cristianismo...
O problema esta posto e devemos acrescentar o agravante segundo o qual não poucos Ortodoxos partilham deste ponto de vista equivocado, jamais assumido ou ventilado pelos padres gregos ou orientais da igreja.
Restando-nos aprecia-lo...
Antes de tudo não parece verossímil, mas absurdo, que a Igreja tenha assumido forma material e visível ou se encarnado antes de seu próprio fundador: Deus. Eis uma ordem de coisas que não me parece normal.
Dai supormos que a 'Encarnação' da Igreja visível suceda a Encarnação de Deus, enquanto instrumental seu ou ampliação sua.
Antes subsistia apenas a Igreja eterna e invisível, a qual do mesmo modo que a alma da Igreja Católica, congregava todos os homens que aspiravam pela cura, educação e redenção fossem eles israelitas ou gentios, sem que houvesse qualquer tipo de privilégio.
Afinal o Deus a que servimos nem 'Faz acepção de pessoas' nem é mutável, mas antes 'Imutável e sem sombra de variação.'
Eis porque não podemos admitir qualquer tipo de relação compreendida em termos de etnia e revelação como se um povo em especial tivesse sido escolhido para ter acesso exclusivo a verdade eterna.
Tal a doutrina de 'povo eleito' ensinada pelos líderes religiosos judeus e por grande parte dos Cristãos mal orientados, uma doutrina péssima.
Péssima porque equivale a um ponto de vista muito mesquinho, sectário e praticamente xenófobo, logo incompatível com a noção Católica e humanista de salvação, revelada por nosso Senhor Jesus Cristo e repudiada pelos escribas e fariseus, para os quais a verdade e a salvação eram privilégios concedidos ao povo judeu.
Admitir que antes da fundação da Igreja Católica tenha Deus escolhido ou eleito um povo apenas - E consequentemente repudiado ou desprezado todos os demais povos e seres humanos - para associar-se eternamente a ele e conceder-lhe diversos privilégios implica repudiar a noção Ortodoxa de Salvação, que é Universal (Concretizando-se em termos de gênero humano ou da humanidade) ou supor que Deus alterado sua maneira de agir. Deus no entanto não pode ser sujeito a alterações ou mudanças em seus planos, os quais devem seguir um ordenamento coerente e linear.
Portanto se Jesus - como lemos nos Evangelhos - apresentou a Revelação como algo oferecido a todas as culturas e nações do planeta não podemos admitir ou aceitar que antes a tenha restringido a um só povo concedendo-lhe o monopólio da verdade e a posse exclusiva das coisas santas e boas que dele procedem.
Diante disto só nos resta a nós Cristãos, afastar-nos das tradições mortas e tradições rabínicas e admitir que a fábula 'nacionalista' foi urdida pelos sacerdotes hebreus nada tendo de divina ou sagrada como pressupõem todos os judaizantes, escravos da letra morta do antigo testamento e atidos a falsa doutrina do 'Corão' cristão ou da inspiração linear e plenária. Doutrina sobre a qual assenta-se o entendimento segundo o qual o Cristianismo sucedeu ao judaísmo enquanto Revelação e de que nada mais é do que um ramo ou seita do mesmo judaísmo e não de uma Rebelião aberta contra ele, dum confronto, duma negação ou de uma 'apostasia' - Tal a definição fornecida pelo próprio Talmud.
Assim enquanto os Cristãos ingênuos tendem a encarar o judaísmo - inclusive o atual - como algo divino ou sagrado, os judeus - Numa linha de coerência digna de aplausos - jamais deixaram de encarar o Cristianismo como uma manobra essencialmente apóstata, como um sistema corrupto, como uma infecção politeísta e como verdadeira idolatria. E bem se vê que não há reciprocidade alguma em tais relações...
De nossa parte só nos resta encarar a religião do antigo Israel e da antiga judeia como um fenômeno puramente natural, - Como alias todas as demais religiões - e não como produto de Revelação divina ou como uma antecipação da Igreja de Cristo (pré igreja).
Haja visto que Marcion de Sinope pode reunir em sua obra inúmeros testemunhos sobre a oposição existente entre o Novo Testamento - em especial os Evangelhos - e os registros que os judeus apresentam como receptáculos da Revelação divina, como sua Lei, a Torá.
E como não pode Deus contradizer-se, variar ou mudar, é necessário concluir que apenas um destes veículos é produto de Revelação divina. Assim raciocinam os judeus com absoluta razão. Ou a Torá é divina ou o Evangelho, ambos não podem ser divinos porquanto o Evangelho é a negação da Torá. Observem como o Verbo Jesus procede criticamente face a Torá...
A menos que vocês confundam o termo 'LEI' - Alusivo ao Decálogo - com o termo Torá (E façam de Jesus um louco ou um mentiroso) e repudiem 'in totum' ao Sermão do Monte, temos aqui um Jesus que procede muito liberalmente quanto a dita lei 'sagrada' dos judeus. Admitida a divindade da lei dos judeus, esta liberdade só pode ser encarada como irreverência ou sacrilégio uma vez que as coisas divinas devam ser recebidas com absoluta submissão e jamais questionadas!
Então se Jesus questiona a 'lei' (Compreendida como totalidade da Torá)...
Dirá o Cristão ingênuo e alienado que Jesus sendo Deus poderia reformar sua lei ou a lei dada aos judeus por ele mesmo.
Fixemos nosso pensamento nisto e talvez deparemos com os fundamentos mais remotos da reforma protestante.
Na medida em que parte dos Cristãos são e haviam sido ensinados a crer que o Cristianismo ou o Catolicismo não passa de um 'Judaísmo reformado' ou consertado e Jesus de uma reformador do Judaísmo ou de um Lutero hebraico.
Afinal se as 'instituições divinas' foram reformadas já uma vez pelo próprio Deus, que impede que sejam reformadas novamente e sucessivamente???
Evidentemente que os protestantes não percebem ou fingem não perceber que em tese esta primeira reformação teria sido levada a cabo não por qualquer um ou por um simples homem, mas pelo Verbo encarnado Jesus Cristo. O que os obrigaria a concluir que uma segunda reformação ou uma reformação do Cristianismo deveria dar-se nos mesmos termos, ou por uma reencarnação do Verbo Jesus ( rsrsrsrsrs ) ou pela Encarnação do Espírito Santo...
Eles jamais consideraram seriamente o absurdo que é admitir que qualquer criatura, homem ou individuo - a exemplo de Lutero, Calvino ou Zwinglio - tenha o direito de reformar ou de restabelecer um padrão originalmente estabelecido pela ENCARNAÇÃO ou manifestação de Deus na carne.
Eis o que temos a dizer a respeito da ideia absurda de Jesus como um reformador do judaísmo na perspectiva protestante.
Examinemos agora a perspectiva 'católica' ou a ideia em si mesma, de modo geral.
Apresentar Jesus, enquanto Deus encarnado, como reformador do judaísmo, equivale, em última analise, a apresentar Deus reformando sua própria doutrina, corrigindo a si mesmo e portanto mudando e contradizendo-se. O que é absurdo. Dado o judaísmo por Revelado e divino, deveríamos da-lo igualmente por irreformável, exatamente como os escribas, fariseus e rabinos! O pecado original dos judaizantes e dos neo cristãos consiste exatamente em dar o judaísmo por divino e ao mesmo tempo por reformável, resultando das premissas a conclusão segundo a qual Deus é mutável e pode alterar o conteúdo de seus ensinamentos, afirmando amanhã o que negou hoje e vice versa.
Aqui a questão de um Jesus divino e ao mesmo tempo reformador do judaísmo, toca a essencialidade mesma da natureza divina corrompendo-a e profanando-a na medida em que apresenta-nos um deus psicologicamente instável ou inseguro, enfim um deus que muda de opinião e essa ideia abominável de Deus esta na base mesma do relativismo ético contemporâneo.
Agora vos pergunto, qual a única forma de escaparmos a este terrível dilema?
Repudiar a falsa doutrina segundo a qual o judaísmo antigo tenha sido revelado por Deus nos mesmo termos que o Cristianismo, bem como a imagem de um Jesus reformador do judaísmo e consequentemente a ideia de um Corão Cristão segundo a qual o antigo testamento 'in totum' seja palavra de Deus. Outra saída para este dilema não há. Embalde a procurareis e querendo preservar o judaísmo demolireis o Catolicismo por completo e o aniquilareis segundo a operação já em andamento na reforma protestante e na igreja romana.
Afinal que é essa reforma protestante e que é essa RCC e que é tudo isto que ora vemos no Ocidente senão uma inversão sinistra ou uma reforma humana do Cristianismo pelo judaísmo de modo a reduzi-lo nos moldes ideais de uma seita judaica despojada dos elementos espúrios ou pagãos que lhe haviam sido adicionados pelo Catolicismo??? Que é tudo isto senão uma tentativa muito bem urdida de 'descatolicizar' (os protestantes dizem 'purificar') a igreja a partir da Tanak ou da Torá obscurecendo a Ortodoxia Cristã? E qual o fim de tudo isto senão a negação da Trindade Santíssima e da Encarnação de Deus??? Compreenda-se que esta nova via conduz diretamente ao judaísmo, ao islamismo e ao neo platonismo, eliminando todos os mistérios caracteristicamente Cristãos e tornando o Cristianismo absolutamente irrelevante... Perde sua especificidade e converte-se apenas num monoteísmo a mais.
Diante disto temos de ser resolutos e afirmar em alto e bom som que jamais houve igreja antes da igreja, Cristianismo antes do Cristianismo, Revelação antes da Encarnação, Verdade antes do Evangelho ou religião divina entregue a um povo apenas.
Mas a Encarnação do Senhor não teve de ser preparada?
Evidentemente que a Encarnação e a própria Revelação tiveram de ser preparadas e muito bem preparadas uma vez que como já dissemos, Deus nada faz de improviso.
E preparada foi por meio da oráculos, profecias e advertências sobrenaturais concedidos a todos os povos e nações da terra, inclusive a nação dos judeus.
Alias tais advertências sobrenaturais alusivas a futura manifestação do Verbo sobre a terra é que constituem a 'palavra de Deus' ou as palavras de Deus nos escritos dos antigos judeus. Porquanto seus videntes também anunciaram este mistério.
Por isso os Cristãos sinceros e fiéis não se atrevem a negar que o antigo testamento contenha palavras de Deus ou profecias sobre a Encarnação do Senhor. O que negamos e devemos negar é que o antigo testamento seja palavra de Deus em sua totalidade, a semelhança de um Corão. Pois também há ali um conteúdo cultural ou profano - assim a lei dos judeus ou a Torá - sem qualquer relação ou vínculo com a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Logo, como pode algo ser divino ou sagrado para os Cristãos se não reporta a Nosso Senhor Jesus Cristo???
Que temos nós Ortodoxos a ver com mitos, fábulas e lendas que os antigos judeus tomaram aos sumérios, assírios, babilônicos, fenícios ou egípcios? Em que isto nos toca se não remete ao Verbo Jesus? De que nos serve saber que os antigos egípcios ejaculavam como jumentos ou quantas pessoas perecessem em tais e tais batalhas??? Em que nos edifica e eleva o registro de tantas genealogias inúteis??? Para que conhecer o número as amantes de Salomão ou os crimes de seu pai???
Aqueles que se atrevem a colocar os registros judaicos em pé de igualdade com o Novo Testamento ou com o Evangelho, resta a tarefa impossível de conciliar ambas as partes. O que geralmente fazem com sacrifício da própria consciência, apelando a 'truques' e poluindo-a... Apenas com o objetivo de conciliar o que é inconciliável. Não recuando mesmo diante da mentira e da manipulação... Quando deveriam, por fidelidade ao Evangelho, admitir a verdade.
Compreendeis agora porque a 'moral' Cristã carrega em si esta espécie de bolor fariseu, este resíduo de matreirice, este travo de hipocrisia... Afinal se as pessoas são desonestas quanto a argumentação religiosa, como haverão de ser honestas no domínio da imanência ou da vida??? Se aprendem a falsificar argumentos com o objetivo de sustentar as doutrinas que lhe são mais caras - como os dogmas da inspiração linear e da inerrância - como deixarão de falsear nos domínios da Ética.
Assim o veneno da falsidade é injetado nas veias do Cristianismo justamente por meio da apologética 'ortodoxa' desenvolvida em torno da bíblia com o objetivo de defender - A todo custo - o antigo testamento ou o judaísmo antigo.
Pastores e padres, em seus seminários, são ensinados a defender, a qualquer preço, eventos e ensinamentos que percebem e sabem ser falsos e o princípio de tudo é que começam a duvidar a respeito da razão e da capacidade humana... ou a fingir. Como podem deixar de transformar-se em criaturas tolas ou degeneradas??? Tal a elite corrompida que formamos na medida em que obriga-mo-la a defender o que é indefensável, a divindade do judaísmo e do antigo testamento. Em detrimento da própria consciência!
Encarada por este ângulo é a bibliolatria essencialmente corruptora!
Resta-nos arrematar esclarecendo o leitor benevolente que a doutrina da inspiração verbal e linear das escrituras que é um construto histórico ocidental elaborado no decorrer da Idade média - A partir de Agostinho em especial - e canonizado por João Calvino, alias sem o assentimento de Martinho Lutero, cujo posicionamento tanto mais liberal deitava raízes na mais remota tradição da Igreja.
Os fundamentos do Cristianismo - as profecias
Costumeiramente imaginamos a Igreja como equivalendo ao palácio, a residência ou santuário do Verbo encarnado Jesus Cristo Nosso Senhor.
Evidentemente que toda e qualquer edificação carece de alicerces ou fundamentos, assim a Igreja.
Outro não é o fundamento imediato da Igreja senão a vontade do divino Mestre, expressa pelas seguintes palavras: "Sobre esta pedra edifico minha Igreja e as portas do inferno jamais triunfarão dela." Mat 16,17
Já seu fundamento mais remoto consiste nas credenciais com que o mesmo Senhor e Mestre Jesus Cristo quis orna-la tendo em vista sua identificação por parte dos homens.
De um modo ou de outro, caso o Cristo não corresponda ao juízo que fazemos a respeito dele, a igreja perde todo seu sentido e valor.
Eis porque, faz-se sumamente necessário, antes de iniciar qualquer investigação a respeito do caráter da Igreja, examinar, a figura de seu fundador.
Prefácio
A HISTÓRIA É A MESTRA DA VIDA - Cícero
É a palavra História de origem grega e significa 'investigação' ou 'pesquisa'.
História é a ciência que investiga o passado do gênero humano.
Por passado do gênero humano queremos dizer ações mais importantes executadas pelos homens numa determinada sociedade, as quais em certo sentido sobrevivendo a seus próprios autores repercutiram até o tempo presente.
Tais ações causaram maior ou menor impacto na medida em que alteraram as condições de vida de certo número de pessoas influenciado a conduta delas.
Tais ações causaram maior ou menor impacto na medida em que alteraram as condições de vida de certo número de pessoas influenciado a conduta delas.
A História sagrada é um recorte que diz respeito a vida e a obra de Jesus Cristo e de seus apóstolos.
Já a História eclesiástica diz respeito as situações porque passou a Igreja desde os tempos apostólicos até o tempo presente ou seja a Idade Contemporânea.
Já a História eclesiástica diz respeito as situações porque passou a Igreja desde os tempos apostólicos até o tempo presente ou seja a Idade Contemporânea.
Em sentido mais largo abarca não apenas a História das Igrejas apostólicas - Isto é, que foram fundadas pelos próprios apóstolos - mas até mesmo a História das Heresias, do cisma romano, do surgimento e desenvolvimento do protestantismo e do espiritismo, da afirmação do capitalismo e do comunismo, do advento e ascensão das diversas culturas de morte. Tudo isto diz respeito a História da Igreja uma vez que a heresia - Seja ela qual for - consiste numa relação de negação face a determinado mistério da fé, e não se pode negar qualquer 'fato' sem antes questiona-lo. Enquanto crítica aos elementos essenciais da fé, a História da heresia constitui um departamento da História da Igreja e do Cristianismo.
Cristianismo - a religião histórica por excelência
March Bloch em sua 'Apologia a História' aludiu ao Cristianismo como sendo a religião histórica por excelência ou como uma religião de historiadores.
E a razão disto é bastante simples.
Para o povo Cristão, a Encarnação do Verbo equivale a entrada de Deus no domínio finito do tempo e do espaço.
Na medida em que "O Verbo se fez carne e habitou entre nós." tornou-se Deus Emanuel, ou seja companheiro, parceiro, alguém que esta próximo e caminha junto conosco e não uma entidade distante e afastada.
Passa o Deus transcendente a partilhar com os mortais das unidades finitas do tempo e do espaço pelo simples fato de tornar-se também Imanente ou 'verdadeiro homem' em tudo semelhante a nós menos na maldade.
Desde então, para os Cristãos o mistério da Encarnação, e consequentemente o mistério do tempo converte-se no eixo, centro, foco e chave da História humana.
Foi justamente por isto que a História Ocidental foi cindida em duas grandes Eras, a que precede e a que sucede a manifestação do Deus encarnado.
Foi justamente por isto que a História Ocidental foi cindida em duas grandes Eras, a que precede e a que sucede a manifestação do Deus encarnado.
Na encarnação cruzam-se dois mistérios: O mistério de Deus e o mistério do tempo. Ambos entrelaçam-se na pessoa de Cristo e formam um grande todo.
Daí o fascínio exercido pela História sobre a mentalidade Cristã desde os tempos mais remotos, o qual levou Hegesipo a escrever suas 'Ypomnémata' ou memórias, cerca de 180 desta Era. Sexto Julio Africano a compor sua Chronographiai - A primeira História Universal elaborada por um Cristão, alias dedicada mais a história profana ou gentílica do que a História da Igreja, a qual dá muito pouca atenção - cerca de 220, Hipólito a editar seu Chrosnicon vinte anos depois (240), e Mar Eusébio de Cesarea a elaborar sua 'Pantadope História' ou História universal, traduzida para o Latim e ampliada por Jerônimo de Stridon.
Todas estas Histórias universais tiveram escopo salientar por quais modos teria Deus preparado as diversas culturas - Egipcia, Babilônica, Persa, Grega, Romana, Fenícia e Hebraica - para sua futura vinda, já por meio de comunicações sobrenaturais, oráculos e profecias; já por meio do cultivo da via racional ou da Filosofia.
Só para constar foi Eusébio a quem pela primeira vez ocorreu a feliz ideia de estabelecer um quadro sincrônico dos fatos históricos acontecidos em diversas culturas distintas. Assim em seus 'canones' dispôs em colunas paralelas os principais eventos ocorridos na Mesopotâmia, no Egito, na Palestina, Fenícia, Grécia e Roma, conforme o critério da simultaneidade.
Todas estas Histórias universais tiveram escopo salientar por quais modos teria Deus preparado as diversas culturas - Egipcia, Babilônica, Persa, Grega, Romana, Fenícia e Hebraica - para sua futura vinda, já por meio de comunicações sobrenaturais, oráculos e profecias; já por meio do cultivo da via racional ou da Filosofia.
Só para constar foi Eusébio a quem pela primeira vez ocorreu a feliz ideia de estabelecer um quadro sincrônico dos fatos históricos acontecidos em diversas culturas distintas. Assim em seus 'canones' dispôs em colunas paralelas os principais eventos ocorridos na Mesopotâmia, no Egito, na Palestina, Fenícia, Grécia e Roma, conforme o critério da simultaneidade.
A produção Histórica Cristã -
Cento e trinta anos após Hegesipo ter dado o primeiro passo em direção da historiografia Cristã e composto seu ensaio, o já citado Eusébio Pânfilo, Bispo de Cesareia, compôs sua obra máxima a assim chamada 'História Eclesiástica', propondo-se a narrar circunstanciosamente tudo quanto ocorrera da ascensão do Salvador até o Édito de Milão (313) sob a governação de Constantino César.
Eusébio soube dispor de dupla vantagem: Ter pleno acesso a biblioteca organizada por Orígenes e Pânfilo em Cesareia marítima setenta anos antes e ser uma espécie de 'ministro de cultos' ou mesmo secretário do Monarca para assuntos da natureza religiosa. De maneira que acabou tendo acesso a todos os arquivos existentes - Eclesiásticos e profanos - coletando documentos de natureza antiquissima tombados por seus predecessores e mandando trazer outros tantos de todas partes do Império. Estava portanto muito bem qualificado e preparado.
Nem nos devemos admirar de que a maior parte dos documentos que ele pode consultar - como o 'Logion Kuriakon Ecsegéseis', de Pápias, Bispo de Hierapolis e ouvinte de S João; as já citadas memórias de Hegesipo, as Hypotposeis de S Clemente, o Elenchos de S Justino, as obras de Ariston, Milciades, Apolinário, Melitão, etc - estejam atualmente perdidos. De modo que só temos acesso a tais fragmentos graças a ele, Eusébio.
Eusébio também mostrou-se bastante capaz de compreender o valor das cartas ou das correspondências para a História, antecipando-se a muitos de seus coetâneos. Daí ter compulsado as cartas de Irineu, Clemente, Orígenes, etc as quais tampouco temos acesso.
Eis porque sua História eclesiástica é fonte única para nós e consequentemente o registro Cristão mais importante após o Novo Testamento e os escritos dos Padres Apostólicos - Didaké, Clemente Romano, Inácio, etc
Eis porque sua História eclesiástica é fonte única para nós e consequentemente o registro Cristão mais importante após o Novo Testamento e os escritos dos Padres Apostólicos - Didaké, Clemente Romano, Inácio, etc
Não fossem os esforços de Eusébio tudo quanto diz respeito aos três primeiros séculos desta Era seria absolutamente misterioso para nós em termos de Cristianismo, achando-se os Cristãos na mais completa penumbra e obscuridade a respeito de suas origens. Outros atribuem a invenção das estruturas sincrônicas a Sexto Julius.
Bibliografia historiográfica do Cristianismo - (Oriente)
A partir de Eusébio a moda ou 'mania' de compor obras sobre a História da Igreja - A qual comportava por assim dizer a História duma sociedade que era eminentemente religiosa - pegou e o número delas acabou multiplicando-se-se ao infinito. Tanto que os alemães reuniram uma autêntica biblioteca intitulada 'Cronistas' Bizantinos na qual o principal assunto é obviamente a igreja de Bizâncio, então capital da parte remanescente do antigo Império romano.
Gelásio de Cesaréia sucessor de Eusébio compôs a biografia de seu ilustre predecessor e a continuação de sua História eclesiástica. Sua obra foi continuada por homens ainda mais habilidosos assim Sócrates e Sozomeno, dois intelectuais bizantinos - O primeiro jurista - que teriam vivido na primeira metade do século V, e que parecem ter baseado suas obras, nas obras de Tucidides, Éforo, Teopompo e Políbio.
Teodoreto - Bispo de Cirro e amigo de Leão, o grande de Roma - continuou as obras de ambos até cerca de 475.
Entrementes Filipe de Sides (Ortodoxo) publicou sua alentada Christianiké em 36 volumes - A maior História eclesiástica de que se tem notícia - resumidos pelo patriarca S Fócio na "Biblioteca" e o ariano Filostorgo sua História em 12 volumes, resumida pelo mesmo S Fócio.
Entrementes Filipe de Sides (Ortodoxo) publicou sua alentada Christianiké em 36 volumes - A maior História eclesiástica de que se tem notícia - resumidos pelo patriarca S Fócio na "Biblioteca" e o ariano Filostorgo sua História em 12 volumes, resumida pelo mesmo S Fócio.
A primeira tentativa de legar a posteridade uma série de biografias dos 'homens base' do Cristianismo ou seja dos Bispos, mártires e doutores dos primeiros séculos foi composta por Jerônimo de Stridon em 392.
Ele tomou por base a obra homônima (Viribus illustris) de Suetônius - Sendo influenciado também pelas 'Vidas de Cornélio Nepos e pelas 'Vidas paralelas' de Plutarco de Queronea - e alistou 135 personagens.
Outros tantos personagens foram acrescentados pelo monge Genádio de Marselha (século V), por Isidor de Sevilha e por Idelfonso de Toledo (Estes dois últimos salientando em especial os escritores da Espanha).
Ele tomou por base a obra homônima (Viribus illustris) de Suetônius - Sendo influenciado também pelas 'Vidas de Cornélio Nepos e pelas 'Vidas paralelas' de Plutarco de Queronea - e alistou 135 personagens.
Outros tantos personagens foram acrescentados pelo monge Genádio de Marselha (século V), por Isidor de Sevilha e por Idelfonso de Toledo (Estes dois últimos salientando em especial os escritores da Espanha).
A História de Gelásio de Císico, acrescenta alguns registros a de seu homônimo Gelásio de Cesaréia. João Diacrinômenes completa Teodoreto até cerca de 510 e Basílio da Cilicia até 540 embora as Histórias de ambos principiem em 440. A Chronographia de João Malalas atinge 563. Zacarias Bispo de Metilene adiantou sua Historia até 570, partindo de 450.
Mais tarde no século VI - cerca de 530 - Teodoro, o leitor - Uniu as três Histórias eclesiásticas de Sócrates, Sozomeno e Teodoreto numa só; ele acrescentou quatro livros de sua própria autoria os quais mais tarde foram resumidos pelos cronistas bizantinos.
A tripartida foi traduzida para o latim por Epifânio dito, o monge e - mais tarde - associada a História de Eusébio (Traduzida e reformulada por S Rufino de Aquiléia) constando a tripartida dos latinos de quatro volumes: Eusébio traduzido por S Rufino mais a tripartida de Teodoro traduzida por Epifânio. Posteriormente alguns copista acrescentaram um quinto volume, o já citado Chronicon de Jerônimo. Total: Quatro volumes > Eusébio + Sócrates + Sozomeno + Teodoreto; avançando a 475.
A outra Tripartida, mais recente, foi elaborada por Anastácio, o bibliotecário com base nas Histórias de Sinkellos, Teophanes e Nicéforo.
A tripartida foi traduzida para o latim por Epifânio dito, o monge e - mais tarde - associada a História de Eusébio (Traduzida e reformulada por S Rufino de Aquiléia) constando a tripartida dos latinos de quatro volumes: Eusébio traduzido por S Rufino mais a tripartida de Teodoro traduzida por Epifânio. Posteriormente alguns copista acrescentaram um quinto volume, o já citado Chronicon de Jerônimo. Total: Quatro volumes > Eusébio + Sócrates + Sozomeno + Teodoreto; avançando a 475.
A outra Tripartida, mais recente, foi elaborada por Anastácio, o bibliotecário com base nas Histórias de Sinkellos, Teophanes e Nicéforo.
A 'Crônica de Arbela' foi composta em 530 por Massihhazek com base em registros muito mais antigos que chegam ao século II e é quase tão importante para a História do Cristianismo quanto a obra de Eusébio. A 'Crônica de Edessa' também é vital para o conhecimento de nossas raízes pois suas fontes chegam até o ano 130 d C. A 'Crônica de Alexandria' talvez composta por Aniano ou por Panodoros também apresenta documentos que remontam ao século II.
João de Éfeso leva sua História até 585 ultrapassando em quinze anos a de Zacarias, e suprindo exatamente o que falta para este período. Evágrio o escolástico narra os eventos sucedidos até 594. Outro autor de importância foi João Malalas i é o retórico, cuja História se estende até o reinado de Justiniano.
A partir daí seguem os historiadores da Diaspora: Joshua de Zuqnin ou Amid, que levou sua narrativa até 755, João de Nikiu, Mar Iacobus de Edessa, Agapios, Dinisius de Tal Mahre, Cirilo de Edessa, Mikail, Yahya de Antakia, Denis Bar Saliba, Bar Hebraeus (Abu Faraj), Abduisho Soba, Giorgios abd el Amin (Elmacin), etc que descreveram a vida das comunidades Ortodoxas sob o jugo do Islã e dos califas dos infiéis.
Moshe de Khorene escreveu na História dos armênios. Samuel Anetsi foi quem pela primeira vez elaborou uma Cronologia da Armênia. Sebeos de Bragatunis escreveu uma narrativa valiosa sobre os impérios romano e sassânida bem como sobre o aparecimento do Islã.
Moshe de Khorene escreveu na História dos armênios. Samuel Anetsi foi quem pela primeira vez elaborou uma Cronologia da Armênia. Sebeos de Bragatunis escreveu uma narrativa valiosa sobre os impérios romano e sassânida bem como sobre o aparecimento do Islã.
S Fócio foi o primeiro dentre os Cristãos a quem ocorreu a feliz ideia de transmitir uma resenha de cada livro lido por si juntamente com a biografia do autor e apreciações críticas em seu 'Myriobiblion' ou Biblioteca, que consta de 280 sessões. Então ele merece ser considerado como o legítimo pai ou pioneiro dos estudos patrísticos.
Os autores da Suidas seguindo os passos de S Fócio preservaram o essencial da cultura greco romana, reduzindo a Biblioteca de Bizâncio a uma imensa Enciclopédia literária, cujos elementos cristãos não são nada desprezíveis. Segundo alguns especialistas a Suidas seria uma epítome do grande Dicionário bio bibliográfico escrito por Hesíquio de Mileto.
Os de Bizâncio seguiram sua tradição de modo que, Imperador após Imperador, ano após ano, século após século sucederam-se os Bispos e monges cronistas até a queda da capital em 1453. Estevão o Cronógrafo, Constantino Porfiriogenetes, Giorgios Sinkellos, Giorgios Hamartolos, Nikephóro; Batrak, Teófanes; o confessor, Simeão; o logotheta, Girgis Cedrenus, Teodor Balsamon, Nikephóros Calixtino, Mikail Pselles, Anna Comeno, Glyka, Pakimeros, Teophylactus de Simocatta, Nikitas Akominatus, Dimitri Kidones, Gregórios Akindines, Nikephoros Gregoras, Zonaras, Genádios Escolástico, Leon Khalkondiles,... Foram alguns dos que deixaram relatos. Os três primeiros levaram adiante a tarefa de compor Histórias universais e Sinkellos adotou o modelo de Eusébio, dispondo sua narrativa em tabelas sincrônicas. Já os monges alexandrinos Aniano e Panodorus haviam vulgarizado o uso de tais tabelas no século V.
Nestor, o cronista compôs a primeira História dos russos e Helmond de Plun a Crônica dos eslavos onde refere a conversão dos eslavos polabios. Mar illa de Nisibis compôs o Kitab al azmina ou Chronographiae, valiosa quanto ao novo império persa.
Nestor, o cronista compôs a primeira História dos russos e Helmond de Plun a Crônica dos eslavos onde refere a conversão dos eslavos polabios. Mar illa de Nisibis compôs o Kitab al azmina ou Chronographiae, valiosa quanto ao novo império persa.
Bibliografia historiográfica do Cristianismo - (Ocidente, até 625)
Os ocidentais principiaram a escrever suas Histórias com Aulus Orosio, amigo pessoal de Agostinho de Hipona. Compôs ele uma alentada 'História contra os pagãos' objetivando corroborar e ampliar a 'Cidade de Deus' de Agostinho. Este havia se limitado a focalizar a História do Império romano, Orosio aventura-se a focalizar as Histórias dos Babilônicos, Cartagineses e Gregos antes de chegar aos romanos.
A quem interessar-se mais por estes dois autores recomendamos este outro artigo de nossa autoria:
http://diariodeumbobodacorte.blogspot.com.br/2017/05/o-sentido-da-cidade-de-deus-em.html
Sulpicio Severo escreveu uma História universal até o ano 400. Próspero de Aquitânia levou sua crônica até 455. O espanhol Idácio estendeu sua narrativa até 468, Marcelim Comes continuou até 534, Vitório de Tununes, o confessor, chegou a 566 e João Biclaro completou a série, levando sua História até 590. Essas narrativas dizem respeito ao tempo em que os reinos dos bárbaros entretinham relações diplomáticas com Bizâncio e ao tempo em que os bizantinos ainda dominavam a Palestina. A partir daí a fonte de informação passa a ser a Tripartite de Anastas.
Apenas os gregos continuam a manter cronistas e a elaborar Crônicas periódicas.
A quem interessar-se mais por estes dois autores recomendamos este outro artigo de nossa autoria:
http://diariodeumbobodacorte.blogspot.com.br/2017/05/o-sentido-da-cidade-de-deus-em.html
Sulpicio Severo escreveu uma História universal até o ano 400. Próspero de Aquitânia levou sua crônica até 455. O espanhol Idácio estendeu sua narrativa até 468, Marcelim Comes continuou até 534, Vitório de Tununes, o confessor, chegou a 566 e João Biclaro completou a série, levando sua História até 590. Essas narrativas dizem respeito ao tempo em que os reinos dos bárbaros entretinham relações diplomáticas com Bizâncio e ao tempo em que os bizantinos ainda dominavam a Palestina. A partir daí a fonte de informação passa a ser a Tripartite de Anastas.
Apenas os gregos continuam a manter cronistas e a elaborar Crônicas periódicas.
A própria Cidade de Deus de Agostinho (415) representa já um monumento historiográfico pelo simples fato de referir os acontecimentos de seu próprio tempo buscando compreende-los em conexão com fatos do passado longevo e reportando-se a fontes tão antigas quanto Terentius Varro.
A narrativa de Isidor de Sevilha chega a 615.
O escritor carolingio Aymon de Halberstadt compôs a última universal da Igreja - dos quatro primeiros séculos - em 853. Adão de Vienne registrou a história de Carlos Magno e seus sucessores em sua Crônica. Assim os 'Annales' de Flodoardus de Reims. Assim a famosa Vita Carolus de Eignhart, as 'Histórias' de Freculfo e a Crônica de Regino abade de Prum, bastante importante quanto aos sucessores de Carlos Magno e mesmo quanto a História da Bulgária, o que não deixa de ser surpreendente.
A História dos visigodos composta pelo já citado Isidor chega a 625. Jordanes e o abade Cassiodoro de Vivarium escreveram as Histórias dos Godos e invasões bárbaras. Gregório de Tuors escreveu a História das Gálias (Hist Francorum) em dez volumes, Gildasius e Beda de Jarrow escreveram a História dos reinos da Inglaterra desde quando a fé lá teria sido introduzida por S Jose de Arimateia. Paulo, o diácono compôs a História dos Lombardos, Kosmas decanus de Praha, escreveu a Chronica Boemorum, a primeira História dos tchecos.
O escritor carolingio Aymon de Halberstadt compôs a última universal da Igreja - dos quatro primeiros séculos - em 853. Adão de Vienne registrou a história de Carlos Magno e seus sucessores em sua Crônica. Assim os 'Annales' de Flodoardus de Reims. Assim a famosa Vita Carolus de Eignhart, as 'Histórias' de Freculfo e a Crônica de Regino abade de Prum, bastante importante quanto aos sucessores de Carlos Magno e mesmo quanto a História da Bulgária, o que não deixa de ser surpreendente.
A História dos visigodos composta pelo já citado Isidor chega a 625. Jordanes e o abade Cassiodoro de Vivarium escreveram as Histórias dos Godos e invasões bárbaras. Gregório de Tuors escreveu a História das Gálias (Hist Francorum) em dez volumes, Gildasius e Beda de Jarrow escreveram a História dos reinos da Inglaterra desde quando a fé lá teria sido introduzida por S Jose de Arimateia. Paulo, o diácono compôs a História dos Lombardos, Kosmas decanus de Praha, escreveu a Chronica Boemorum, a primeira História dos tchecos.
Após este tempo (século X) a historiografia latina reverteu ao regionalismo. Desde então, por mais de meio milênio os ocidentais (Até cerca de 1350) escreveram apenas as histórias de seus mosteiros, igrejas, vilas ou cidades (Assim a Chronica de Evesham de Dominic de Evesham, Chronica de Farfa por Gragório da Cataniae, a "História da Igreja de York de Hugo o Chantre, a "História da abadia de Vézelay" de Hugo de Poitiers, A "História da diocese de Hamburg" por Adão de Bremen, A "História dos Bispos de Liége" por Heriger de Lobb, A 'Historia mediolanensis' de Landolfo, a Crônica Salernitana de Romualdo Guarna, o "Exordius" de Simeão de Durham, etc) raramente de seus países e ignoraram por completo as 'Histórias universais' que pretendiam partir da criação do mundo ou de um passado remoto envolvido pelas brumas da mitologia, substituindo tais narrativas pela reprodução dos primeiros capítulos do livro do Gênesis e desembocando já na Era Cristã, a partir de Augusto.
De modo que a Introdução ou proêmio seguia quase sempre este plano: Primeiros Capítulos do Gênesis + Breve referência ao Augusto e ao nascimento de Cristo seguindo pelos Atos dos Apóstolos + O relato da conversão do pais em questão e da fundação da cidade ou mosteiro
De modo que a Introdução ou proêmio seguia quase sempre este plano: Primeiros Capítulos do Gênesis + Breve referência ao Augusto e ao nascimento de Cristo seguindo pelos Atos dos Apóstolos + O relato da conversão do pais em questão e da fundação da cidade ou mosteiro
Outra solução possível era resumir a Tripartida de Epifânio até chegar onde queriam.
A bem da verdade buscavam conservar o título (História do mundo) e até revelavam certa abrangência ou amplitude - Copiada - quanto ao Império romano. Como se pode inferir a partir de sua leitura, eram 'universais' apenas em sentido Histórico, quanto ao passado anterior a queda do Império romano. Após a queda do Império o foco geográfico de tais históricas se ia restringindo cada vez mais até que - no que se refere a época dos autores ou aos séculos imediatamente anteriores - assumia proporções bastante modestas, fossem diocesanas, citadinas, regionais e mais raramente nacionais; predominando sensivelmente as narrativas feudais sobre determinado mosteiro ou igreja. Exemplo clássico neste sentido é a 'Chronica' de Richard Pictaensis conhecido também como Richard de Poitiers, a qual a partir do século VII concentra-se quase que exclusivamente nas Gálias i é na atual França.
A mais ampla das Histórias do século XI abarca apenas o Norte da França, Alemanha, Bélgica e Holanda. Tal a "De diversitate temporum" de Alpert de Metz.
A bem da verdade buscavam conservar o título (História do mundo) e até revelavam certa abrangência ou amplitude - Copiada - quanto ao Império romano. Como se pode inferir a partir de sua leitura, eram 'universais' apenas em sentido Histórico, quanto ao passado anterior a queda do Império romano. Após a queda do Império o foco geográfico de tais históricas se ia restringindo cada vez mais até que - no que se refere a época dos autores ou aos séculos imediatamente anteriores - assumia proporções bastante modestas, fossem diocesanas, citadinas, regionais e mais raramente nacionais; predominando sensivelmente as narrativas feudais sobre determinado mosteiro ou igreja. Exemplo clássico neste sentido é a 'Chronica' de Richard Pictaensis conhecido também como Richard de Poitiers, a qual a partir do século VII concentra-se quase que exclusivamente nas Gálias i é na atual França.
A mais ampla das Histórias do século XI abarca apenas o Norte da França, Alemanha, Bélgica e Holanda. Tal a "De diversitate temporum" de Alpert de Metz.
Nem é preciso dizer que esta reversão da História universal - Cujas raízes chegavam a Homero e Hesíodo - a uma história regional e isolada em seu próprio tempo, indica por si só uma crise cultural bastante grave, assim a destruição das grandes Escolas e Bibliotecas pelas invasores germânicos e árabes (Não nos esqueçamos dos Persas em 610) a partir dos séculos IV e VII. De que resultou a destruição das Bibliotecas de Cesarea, Atenas, Alexandria, Antioquia, Roma e Cartago.
A própria inexistência de uma Unidade mais ampla já política, já religiosa (desde 1054) e consequentemente de meios de transporte e comunicações transcontinentais, tornavam impossível uma ideia em termos de conjunto ou de mundo, o qual por sinal, desde 640 estava cindido em três regiões estanques: Cristã, islâmica e gentílica, cada qual com sua lingua e cultura predominante. Dificilmente algum Cristão daquele tempo leria - mesmo se conhecesse árabe - Ibn Fadlan, Ibn Battuta, Makrisi, Al Masudi, Al Biruni ou qualquer outro Cronista muçulmano. Como muito dificilmente um muçulmano devoto leria Sigeberto de Gembloux, o Chronicon de Scottus Mariano ou a Crônica de Hermann Contractus. Que pensar então sobre a China de Sema Kuan???
A própria inexistência de uma Unidade mais ampla já política, já religiosa (desde 1054) e consequentemente de meios de transporte e comunicações transcontinentais, tornavam impossível uma ideia em termos de conjunto ou de mundo, o qual por sinal, desde 640 estava cindido em três regiões estanques: Cristã, islâmica e gentílica, cada qual com sua lingua e cultura predominante. Dificilmente algum Cristão daquele tempo leria - mesmo se conhecesse árabe - Ibn Fadlan, Ibn Battuta, Makrisi, Al Masudi, Al Biruni ou qualquer outro Cronista muçulmano. Como muito dificilmente um muçulmano devoto leria Sigeberto de Gembloux, o Chronicon de Scottus Mariano ou a Crônica de Hermann Contractus. Que pensar então sobre a China de Sema Kuan???
Seja como for Anastácio, o bibliotecario, seguindo o modelo de Jerônimo pode compor o 'liber pontificalis' ou livro dos Bispos de Roma até seu tempo.
O modelo de História nacional mais acabada de que dispomos corresponde a 'Gesta Friderici imperatoris' de Otto de Freising, o qual escreveu também as 'Duas cidades' continuando as obras de Agostinho e Orósio; ele floresceu no tempo de Mar Hugh Bispo de Jhalaba e ainda esta cheio de espírito Ortodoxo.
Glaberus escreveu sobre a França, a Escócia e o Sul da Itália em 1040. Ditmar de Merseburgo escreveu a Gesta dos imperadores alemães e Lamberto de Heresfeld as controvérsias entre o Império e o papado ao tempo de Henrique IV.
William de Malmesbury que floresceu pelos idos do século XII compôs os "Atos dos reis de Inglaterra." Foi seguido por Geoffrey de Monmouth, autor da "Historia regum Britanniae", Willian de Newbury autor da "Historia rerum anglicanorum", João de Worcester com a "Crônica das crônicas", Henrique de Huntingdon autor da "Historia anglorum" e Simeão de Durham com sua "Historia regum anglorum et dacorum". Os monges ingleses obtiveram destaque nesta área porque foram herdeiros de uma tradição irlandesa cujas raízes penetram na antiguidade clássica. cf Th Cahill
Eadmerus foi quem transplantou esta tradição a Albion no século X. Compondo ele mesmo uma narrativa bastante procurada durante a Idade Média.
Orderico Vitalis, monge inglês, foi o único que ensaiou, pelos idos do século XII, uma verdadeira História supra nacional, englobando as histórias da Inglaterra, França, Itália e Palestina e procurando estabelecer relações.
Glaberus escreveu sobre a França, a Escócia e o Sul da Itália em 1040. Ditmar de Merseburgo escreveu a Gesta dos imperadores alemães e Lamberto de Heresfeld as controvérsias entre o Império e o papado ao tempo de Henrique IV.
William de Malmesbury que floresceu pelos idos do século XII compôs os "Atos dos reis de Inglaterra." Foi seguido por Geoffrey de Monmouth, autor da "Historia regum Britanniae", Willian de Newbury autor da "Historia rerum anglicanorum", João de Worcester com a "Crônica das crônicas", Henrique de Huntingdon autor da "Historia anglorum" e Simeão de Durham com sua "Historia regum anglorum et dacorum". Os monges ingleses obtiveram destaque nesta área porque foram herdeiros de uma tradição irlandesa cujas raízes penetram na antiguidade clássica. cf Th Cahill
Eadmerus foi quem transplantou esta tradição a Albion no século X. Compondo ele mesmo uma narrativa bastante procurada durante a Idade Média.
Orderico Vitalis, monge inglês, foi o único que ensaiou, pelos idos do século XII, uma verdadeira História supra nacional, englobando as histórias da Inglaterra, França, Itália e Palestina e procurando estabelecer relações.
Guilherme, Bispo latino de Tyr, consagrou seus esforços a escrever a Historia das Cruzadas, que é de grande valor. Já antes dele Fulcher de Chartres, testemunha ocular da primeira Cruzada havia composto um relato em três livros sobre ela.
Martinho de Opava, dito Troppaus, foi quem, quase mil anos depois de Eusébio introduziu o modelo das tábuas sincrônicas entre os latinos. Numa coluna referia as ações dos Bispos de Roma e noutra as ações correspondentes dos Imperadores realizadas no mesmo ano.
Hemming Decanus, monge de Worcester parece ter sido um dos primeiros a arquivar e restaurar documentos, isto pelos idos de 1100.
Sampiro, monge lionês, tomou sob seu encargo registrar a História dos cristãos hispânicos que viviam sob o domínio muçulmano (mozarabes). Henrique de Latvia foi quem pela primeira vez compendiou a História da Estônica. Thomas, o diácono, de Split compôs a primeira História dos croatas. Saxo gramático, arcediago e secretário de Absalão de Lund foi o primeiro a compôr uma História da Dinamarca. Pero López de Ayala foi o primeiro cronista Castelhano. João de Fordun parece ter sido o primeiro a escrever uma Crônica sobre a Escócia.
Martinho de Opava, dito Troppaus, foi quem, quase mil anos depois de Eusébio introduziu o modelo das tábuas sincrônicas entre os latinos. Numa coluna referia as ações dos Bispos de Roma e noutra as ações correspondentes dos Imperadores realizadas no mesmo ano.
Hemming Decanus, monge de Worcester parece ter sido um dos primeiros a arquivar e restaurar documentos, isto pelos idos de 1100.
Sampiro, monge lionês, tomou sob seu encargo registrar a História dos cristãos hispânicos que viviam sob o domínio muçulmano (mozarabes). Henrique de Latvia foi quem pela primeira vez compendiou a História da Estônica. Thomas, o diácono, de Split compôs a primeira História dos croatas. Saxo gramático, arcediago e secretário de Absalão de Lund foi o primeiro a compôr uma História da Dinamarca. Pero López de Ayala foi o primeiro cronista Castelhano. João de Fordun parece ter sido o primeiro a escrever uma Crônica sobre a Escócia.
O presbítero Froyssart de Valenciennes (sec XIV) parece ter sido o primeiro a ultrapassar com sucesso o limites da História local e regional em suas 'Crônicas'. Foi talvez o primeiro a relacionar o que estava acontecendo nos principados alemães, França, Inglaterra, Itália, e fazer esboço de uma História continental ou européia.
Giovanni Villani foi quem pela primeira vez introduziu a estatística nos escritos históricos. Jean Le Bel parece ter sido pioneiro na 'História oral' recorrendo sistematicamente a entrevista.
Giovanni Villani foi quem pela primeira vez introduziu a estatística nos escritos históricos. Jean Le Bel parece ter sido pioneiro na 'História oral' recorrendo sistematicamente a entrevista.
A História universal da Igreja foi retomada somente em 1469 por Antoninus, Bispo de Florença. Sua narrativa vai da criação de Adão até sua própria época.
Vinte anos depois Hartmann Schedell de Nuremberga publicou sua "Crônica da História do mundo" (1493).
As antigas culturas do Novo Mundo e sua conquista pelos europeus foram compendiadas por: Pedro Mártir de Anghiera, Sepulveda, Juan Diaz, Francisco de Aguilar, B Las Casas, B de Sahagun, Toribio de Benavente, Francisco Lopez de Gomara, Motolinia, Juan de Torquemada, Gaspar de Carvajal, Pedro de Los Rios, Garcilaso; el inca, Murúa, Juan de Castellanos, Gregorio García, Pedro Aguado, Francisco Cervantes de Salazar, Salazar y Mendoza, Chimalpahin, Blas Valera, Pedro de Valencia, Jeronimo de Zamora, Mendieta, Diego de Landa, Diego Duran, Ovalle, Gonzalo F Oviedo, Tamayo de Vargas, Rivadaneyra, Piedrahita, Oviedo Y Baños, Pero Fernández del Pulgar, J Guevara, Pedro Lozano, Acosta, Fernão Cardim, Simão de Vasconcelos, Vicente do Salvador, Antonil, etc
Como cronistas reais de Portugal obtiveram destaque os cistercienses Bernardo de Brito e Antonio Brandão. Na Espanha Zurita, Ocampo, Morales, Padilla, Bernáldez, Lobera, Pedro de Vallés e Juan de Mariana SJ, Na Suíça destacou-se Aegidius Tschudi. Na França Mézeray autor da "História da França desde Faramundo". Na Inglaterra John Dryden.
Entrementes Marmol Carvajal compôs as relações sobre a África, Pedro Chirino a relação das Filipinas, Mateo Ricci a primeira relação sobre a China - Sucedida pela do Pe Alexandre Rhodes - João Rodrigues ("História da Igreja no Japão"), Vallignano e Fróis forneceram ao Ocidente as primeiras informações sobre o Japão e Bouillevaux o primeiro a revelar-nos o esplendor da divilização Kmer. Baltazar Telles compôs a "História geral da Etiópia".
Sayce foi quem pela primeira vez investigou as relíquias da civilização Hitita. Dempster inaugurou as pesquisas no campo da estruscologia sendo sucedido pelos padres Lampredi e Lanzi. O Pe V Scheill, G Contenau e L Wooley destacaram-se como assiriólogos. F Lennormant investigou as civilizações asiáticas. J F Champollion, E Brugsh, Chabas, Weygall, Drioton, Montet, etc destacaram-se no campo da egiptologia. Winckelmann iniciou as escavações em Pompeia. Brasseur de Bourbourg revigorou as investigações sobre o antigo Império Azteca.
Os estudos no campo da paleontologia e História primitiva foram iniciados pelo católico Boucher de Perthes e posteriormente, cultivados com sucesso por dois sacerdotes, o Pe Henri Breuil e o Pe Teilhard Chardin. Este foi responsável pela exumação dos restos do sinantropus em Chu ku tien e aquele responsável pelo mais completo estudo já elaborado sobre as pinturas parietais de Altamira, Lascaux, etc
Richard Simon pode ser apontado como pai da Crítica Bíblica. Desenvolvida no século seguinte por Jean de Astruc e pelo Pe Geddes. No século XX o Pe Rolland de Vaux obteve destaque decifrando e classificando os 'rolos do Mar morto'.
Frederic Le Play foi pioneiro do campo da Sociologia.
As antigas culturas do Novo Mundo e sua conquista pelos europeus foram compendiadas por: Pedro Mártir de Anghiera, Sepulveda, Juan Diaz, Francisco de Aguilar, B Las Casas, B de Sahagun, Toribio de Benavente, Francisco Lopez de Gomara, Motolinia, Juan de Torquemada, Gaspar de Carvajal, Pedro de Los Rios, Garcilaso; el inca, Murúa, Juan de Castellanos, Gregorio García, Pedro Aguado, Francisco Cervantes de Salazar, Salazar y Mendoza, Chimalpahin, Blas Valera, Pedro de Valencia, Jeronimo de Zamora, Mendieta, Diego de Landa, Diego Duran, Ovalle, Gonzalo F Oviedo, Tamayo de Vargas, Rivadaneyra, Piedrahita, Oviedo Y Baños, Pero Fernández del Pulgar, J Guevara, Pedro Lozano, Acosta, Fernão Cardim, Simão de Vasconcelos, Vicente do Salvador, Antonil, etc
Como cronistas reais de Portugal obtiveram destaque os cistercienses Bernardo de Brito e Antonio Brandão. Na Espanha Zurita, Ocampo, Morales, Padilla, Bernáldez, Lobera, Pedro de Vallés e Juan de Mariana SJ, Na Suíça destacou-se Aegidius Tschudi. Na França Mézeray autor da "História da França desde Faramundo". Na Inglaterra John Dryden.
Entrementes Marmol Carvajal compôs as relações sobre a África, Pedro Chirino a relação das Filipinas, Mateo Ricci a primeira relação sobre a China - Sucedida pela do Pe Alexandre Rhodes - João Rodrigues ("História da Igreja no Japão"), Vallignano e Fróis forneceram ao Ocidente as primeiras informações sobre o Japão e Bouillevaux o primeiro a revelar-nos o esplendor da divilização Kmer. Baltazar Telles compôs a "História geral da Etiópia".
Sayce foi quem pela primeira vez investigou as relíquias da civilização Hitita. Dempster inaugurou as pesquisas no campo da estruscologia sendo sucedido pelos padres Lampredi e Lanzi. O Pe V Scheill, G Contenau e L Wooley destacaram-se como assiriólogos. F Lennormant investigou as civilizações asiáticas. J F Champollion, E Brugsh, Chabas, Weygall, Drioton, Montet, etc destacaram-se no campo da egiptologia. Winckelmann iniciou as escavações em Pompeia. Brasseur de Bourbourg revigorou as investigações sobre o antigo Império Azteca.
Os estudos no campo da paleontologia e História primitiva foram iniciados pelo católico Boucher de Perthes e posteriormente, cultivados com sucesso por dois sacerdotes, o Pe Henri Breuil e o Pe Teilhard Chardin. Este foi responsável pela exumação dos restos do sinantropus em Chu ku tien e aquele responsável pelo mais completo estudo já elaborado sobre as pinturas parietais de Altamira, Lascaux, etc
Richard Simon pode ser apontado como pai da Crítica Bíblica. Desenvolvida no século seguinte por Jean de Astruc e pelo Pe Geddes. No século XX o Pe Rolland de Vaux obteve destaque decifrando e classificando os 'rolos do Mar morto'.
Frederic Le Play foi pioneiro do campo da Sociologia.
Já então vivia Maquiavel e operava o principio da separação de poderes e da secularização de modo que aos poucos a História cindiu-se em duas partes: História política ou profana das nações e História religiosa ou eclesiástica.
Durante este período foram compostos diversos catalogos de escritores eclesiásticos por Sigebert de Gembloux, Honorato de Autun, Adelso de Melk e mais esmeradamente pelo abade Thritemius já no século XV.
O primeiro historiador protestante foi o médico Otto Von Brunfels. Sua obra 'Virorum Illustrium' foi editada em 1527. É obra importante mas incipiente.
A primeira obra moderna que por assim dizer aprofundou o sentido universal da História eclesiástica, foi as 'Centurias de Magdburgo' cujo principal objetivo era apontar as inovações doutrinais introduzidas na Igreja pelo pontificado romano no decorrer dos séculos precedentes.
Procurando dar a Flacius - O organizador das 'Centúrias' - competente resposta o Cardeal Cesar Baronius, da ordem do oratório, editou sua monumental obra, intitulada "Annales eclesiástici", em 1588, compondo doze Tomos in folio sem chegar ao fim (Foi continuado por Theophylus Raynald)
A exemplo de Mar Eusébio ele pode consultar os arquivos e Biblioteca do Vaticano e apesar de seus erros, demonstrou que os reformadores protestantes estavam equivocados a respeito dos princípios fundamentais do Cristianismo, além de estabelecer as sucessões dos Arcebispos e Patriarcas das Igrejas apostólicas.
Após Baronius ter confrontado com bastante sucesso os centuriadores e apontado a deficiência da argumentação deles os protestantes perderam por assim dizer o 'sentido' geral ou universal da História Cristã passando a compor preferencialmente a gênese de sua própria fé, tais as inúmeras Histórias da Reforma protestante, que amiúde partem de M Lutero ou do século anterior. Assim as relações de Melanchton, Peucer, Hospinian, Chytraeus...
Mosheim já no século XVIII foi o primeiro autor protestante a retomar o plano dos centuriadores e produzir uma História universal do Cristianismo sob a ótica do protestantismo, sempre com o intuito de atacar a igreja romana. No entanto ele parece ter sido o primeiro a ultrapassar a ideia absurda segundo a qual as doutrinas Católicas haviam sido inventadas pelo Papa romano, levando suas críticas até a Igreja Católica Ortodoxa propriamente disto e salientando o papel de Constantino como corruptor da fé, e consequentemente fazendo escola até hoje.
Da mesma maneira como os centuriadores do século XVI haviam arremetido contra o papa, apresentando-o como fabricante 'in totum' da fé Católica, ficando por explicar como havia uma fé Católica Ortodoxa, antes da criação do papado; Mosheim arremeteu contra Constantino acusando-o de ter paganizado a Igreja e portanto de ser o legítimo pai do Catolicismo Ortodoxo. É a partir de Mosheim que a historiografia protestante se torna oficialmente ao menos, anti patrística, ousando increpar os padres do século IV ou da idade de ouro da igreja, apresentando-os como cúmplices de Constantino e seus sucessores.
Harnack foi quem, século e meio depois, teve honestidade suficiente para corrigir o erro de seu colega e reconhecer que todos os elementos da fé Ortodoxa e Católica poderiam ser detectados nos escritos dos padres apostólicos, reportando a fé da igreja inimiga no mínimo ao ano 100 desta era, como sempre haviam argumentado os polemistas da igreja romana. O que nos remete há duzentos anos antes de Constantino e trás novamente a toma o equivoco dos centuriadores: Se o papado - criado no século XI - não podia ter inventado a fé Católica, como Constantino, sendo posterior a ela em duzentos anos, poderia te-la inventado.
Conveniente observar que a Apologética protestante 'ortodoxa' continua obstinadamente atrelada ao modelo traçado por Mosheim e portanto em oposição marcada face aos estudos religiosos no domínio da antiguidade Cristã.
Procurando dar a Flacius - O organizador das 'Centúrias' - competente resposta o Cardeal Cesar Baronius, da ordem do oratório, editou sua monumental obra, intitulada "Annales eclesiástici", em 1588, compondo doze Tomos in folio sem chegar ao fim (Foi continuado por Theophylus Raynald)
A exemplo de Mar Eusébio ele pode consultar os arquivos e Biblioteca do Vaticano e apesar de seus erros, demonstrou que os reformadores protestantes estavam equivocados a respeito dos princípios fundamentais do Cristianismo, além de estabelecer as sucessões dos Arcebispos e Patriarcas das Igrejas apostólicas.
Após Baronius ter confrontado com bastante sucesso os centuriadores e apontado a deficiência da argumentação deles os protestantes perderam por assim dizer o 'sentido' geral ou universal da História Cristã passando a compor preferencialmente a gênese de sua própria fé, tais as inúmeras Histórias da Reforma protestante, que amiúde partem de M Lutero ou do século anterior. Assim as relações de Melanchton, Peucer, Hospinian, Chytraeus...
Mosheim já no século XVIII foi o primeiro autor protestante a retomar o plano dos centuriadores e produzir uma História universal do Cristianismo sob a ótica do protestantismo, sempre com o intuito de atacar a igreja romana. No entanto ele parece ter sido o primeiro a ultrapassar a ideia absurda segundo a qual as doutrinas Católicas haviam sido inventadas pelo Papa romano, levando suas críticas até a Igreja Católica Ortodoxa propriamente disto e salientando o papel de Constantino como corruptor da fé, e consequentemente fazendo escola até hoje.
Da mesma maneira como os centuriadores do século XVI haviam arremetido contra o papa, apresentando-o como fabricante 'in totum' da fé Católica, ficando por explicar como havia uma fé Católica Ortodoxa, antes da criação do papado; Mosheim arremeteu contra Constantino acusando-o de ter paganizado a Igreja e portanto de ser o legítimo pai do Catolicismo Ortodoxo. É a partir de Mosheim que a historiografia protestante se torna oficialmente ao menos, anti patrística, ousando increpar os padres do século IV ou da idade de ouro da igreja, apresentando-os como cúmplices de Constantino e seus sucessores.
Harnack foi quem, século e meio depois, teve honestidade suficiente para corrigir o erro de seu colega e reconhecer que todos os elementos da fé Ortodoxa e Católica poderiam ser detectados nos escritos dos padres apostólicos, reportando a fé da igreja inimiga no mínimo ao ano 100 desta era, como sempre haviam argumentado os polemistas da igreja romana. O que nos remete há duzentos anos antes de Constantino e trás novamente a toma o equivoco dos centuriadores: Se o papado - criado no século XI - não podia ter inventado a fé Católica, como Constantino, sendo posterior a ela em duzentos anos, poderia te-la inventado.
Conveniente observar que a Apologética protestante 'ortodoxa' continua obstinadamente atrelada ao modelo traçado por Mosheim e portanto em oposição marcada face aos estudos religiosos no domínio da antiguidade Cristã.
Quanto a História universal ficou nas mãos dos romanistas que a ela dedicaram-se com autêntica voracidade a começar por Alexandre Noel ou como se diz Natalis Alexandre de Paris (30 volumes), De Launnoy, Orsi, Saccarelli, Maimbourg (15 volumes), Fleury (20 volumes), e inumeros outros.
Os estudos sobre os padres da Igreja foram ativamente retomados por Margarin de la Bigne (que editou a primeira patrologia), Petrus Canisius, Roberto Belarminus, Louis Ellie Du Pin, Antonius Possevinus SJ, Aloisius Lippomanus, De Combefis, Bossuet, Richard Simon, D Remy Ceillier, Le Nain de Tillemont, etc Este movimento foi seguido de perto na Inglaterra pelos teólogos padrão do anglicanismo defensores do Episcopado como Wotton e Grabe, dentre outros.
As atas dos Sínodos latinos e de seus concílios, bem como as versões latinas dos Concílios Antigos ou Ortodoxos, foram reunidas e elencadas por Ruynart, Baluze, Hardouin, Daniel Huetius e outros polígrafos. Os quais forneceram materiais para que Hefele o material necessário para escrever a monumental História dos Concílios. Quanto aos Concílios latinos Sarpi e Pallavicini compuseram a História do Concílio de Trento. O protestante M Chemnitz também produziu uma em quatro volumes.
Os estudos sobre os padres da Igreja foram ativamente retomados por Margarin de la Bigne (que editou a primeira patrologia), Petrus Canisius, Roberto Belarminus, Louis Ellie Du Pin, Antonius Possevinus SJ, Aloisius Lippomanus, De Combefis, Bossuet, Richard Simon, D Remy Ceillier, Le Nain de Tillemont, etc Este movimento foi seguido de perto na Inglaterra pelos teólogos padrão do anglicanismo defensores do Episcopado como Wotton e Grabe, dentre outros.
As atas dos Sínodos latinos e de seus concílios, bem como as versões latinas dos Concílios Antigos ou Ortodoxos, foram reunidas e elencadas por Ruynart, Baluze, Hardouin, Daniel Huetius e outros polígrafos. Os quais forneceram materiais para que Hefele o material necessário para escrever a monumental História dos Concílios. Quanto aos Concílios latinos Sarpi e Pallavicini compuseram a História do Concílio de Trento. O protestante M Chemnitz também produziu uma em quatro volumes.
Mosheim teve por continuador a Pfaff.
Antoine Arnaud foi o primeiro Ocidental a reconhecer a herança grega ou oriental da Igreja. Na sua 'Perpetuidade da fé da igreja Católica na eucarista' ele procurou recolher todos os testemunhos das igrejas orientais que estavam a seu alcance para lança-los contra um protestantismo já completamente dominado pelas concepções platônicas de Zwinglio. Um colega seu, Eusebius Renaudot publicou a primeira coletânea de Liturgias Orientais, ainda hoje empregadas por nossas igrejas Ortodoxas.
Ebed Yeshu o jovem, Abraão de Achel (Achelensis) e Jose Assemani foram os primeiros ocidentais a editar os textos dos padres sírios, siríacos e assírios criticamente.
Ebed Yeshu o jovem, Abraão de Achel (Achelensis) e Jose Assemani foram os primeiros ocidentais a editar os textos dos padres sírios, siríacos e assírios criticamente.
Levados pela mesma maré os eruditos protestantes retomaram a faina de reunir e elencar duas próprias fontes, daí os trabalhos de Saligius, Buddeus, Walchius, Tittmann, Niemayer e sobretudo Bretscheneider organizador do monumental 'Corpus reformatorum'.
Entrementes os papistas - como Panvinus e Muratori - continuavam a desenterrar monumentos e a editar histórias eclesiásticas críticas cada vez mais gigantescas.
Ducreux (Os séculos do Cristianismo) e Rohrbacher compuseram suas narrativas com 30 volumes cada qual. Berault Barcastel escreveu mais uma dúzia de volumes sobre o tema; Stolberg (continuado por Kerz e Brischar) no entanto levou a palma, pois sua História eclesiástica assoma a 53 tomos (Até hoje a mais extensa)!!! Hemner e Kraus também editaram suas 'Histórias'. Hortig foi continuado por Doellinger. Danielou e Marrou - já no século passado - compuseram uma excelente História Crítica ou 'Nova História da Igreja'. Já próximo de nós Flichet Martin editou a sua em dezoito tomos. Entre as epítomes ou resumos destacam-se Alzog e Rivaux.
Ducreux (Os séculos do Cristianismo) e Rohrbacher compuseram suas narrativas com 30 volumes cada qual. Berault Barcastel escreveu mais uma dúzia de volumes sobre o tema; Stolberg (continuado por Kerz e Brischar) no entanto levou a palma, pois sua História eclesiástica assoma a 53 tomos (Até hoje a mais extensa)!!! Hemner e Kraus também editaram suas 'Histórias'. Hortig foi continuado por Doellinger. Danielou e Marrou - já no século passado - compuseram uma excelente História Crítica ou 'Nova História da Igreja'. Já próximo de nós Flichet Martin editou a sua em dezoito tomos. Entre as epítomes ou resumos destacam-se Alzog e Rivaux.
Convém citar como obra de excepcional valor a 'História dos dogmas' composta pelo ex sacerdote papista Joseph Turmel nos últimos anos do século XIX. Turmel passa por criador da corrente 'patrística', muito próxima a do convertido (Ao Catolicismo Ortodoxo) D Guetté cuja História eclesiástica, na perspectiva da Ortodoxia não deixa no mínimo de ser interessante.
O Talmud e as sifras dos infiéis principiaram a ser estudadas por Lirano (De Lyra) tendo por pbjetivo esclarecer certos pontos obscuros e idiotismos contidos no Sagrado Evangelho. Tais estudos foram continuados pelo príncipe dos exegetas Xantos Pagnini, por seu legatário F Vatablius, por Sixtus Senensis, pelo anglicano Ligthfoot e pelo Dr Drach no século décimo nono. Dentre os protestantes destacaram-se nesta área: os dois Buxtorfius, Surenheim, Vitringa e Schoetthenius.
Os Bolandistas iniciaram a crítica científica a respeito da hagiografia ou das vidas dos santos, partindo das orientações de De Launnoy. Daniel van Papenbroeck é contado como um dos pais da diplomática, ramo da História que aquilata a autenticidade interna e externa de um documento. Também os beneditinos de S Maur Montfaucon, Mabillon, Poetavius, Calmet, etc dedicaram-se a copiar, analisar e publicar documentos antigos, mormente sobre a História da França. Mabillon destacou-se na área da paleografia que é a leitura de documentos antigos e Poetavius foi pioneiro na área da Cronologia. Calmet, a exemplo de Ambrósio Calepino foi Dicionarista.
Alias a primeira Enciclopédia propriamente dita foi elaborada por um eclesiástico medieval Vicente de Beuvais.
Alias a primeira Enciclopédia propriamente dita foi elaborada por um eclesiástico medieval Vicente de Beuvais.
O Pe Duchesne estudou as origens do culto Cristão. Os Padres Batiffol e Amman a vida cotidiana dos primeiros cristãos. Festugière as relações entre a Filosofia antiga e o Catolicismo nascente, via igualmente explorada por Wener Jaeger em "Paidea grega e paidea Cristã". John Lingard escreveu detalhadamente sobre a Igreja antiga da Inglaterra, Abraão de Achel ou Achelense dedicou-se a historiar a Igreja do Líbano, Síria e Palestina (Sendo continuado pelo prolifico José Assemani), Monceux a Antiga Igreja do Norte da África e Graff a da Peninsula Arábica e Yemen. Noris escreveu a história do pelagianismo, Newmann a do arianismo e Marcelino Menendez y Pelayo a dos Heterodoxos espanhóis. A Historia dos monges do ocidente foi escrita por Montalembert. A História da Eutáxia (litúrgia ou culto de adoração) por Prospero Gueranger. A História da ação social da Igreja ou da caridade por Baudrillart.
As Catacumbas de Roma foram meticulosamente analisadas e estudadas por Antonio Bosio, Ugonio, Boldetti, Marangoni, Aringhi, D Agincourt e De Rossi, dentre outros. Tais descobertas e estudos foram tão fecundos que Marucchi pode publicar uma obra intitulada: 'A igreja protestante perante a Igreja das catacumbas.' Ludwig Von Pastor compôs sua monumental 'História dos papas' romanos em 30 volumes e Jaffé editou as Bulas e enciclicas dos mesmos papas.
A personalidade de Lutero foi cientificamente deslindada pelos padres Hartmann Grisar e Hienrich Denifle, e um aluvião de documentos inéditos publicados. Os símbolos protestantes haviam sido publicados por Schaff (protestante) juntamente com os símbolos antigos e sido criticamente analisados por A Mohler na 'Simbólica'. O impacto da reforma protestante sobre a sociedade alemã foi exaustivamente analisado por Doellinger e sobretudo pelo padre Janshens na "História do povo alemão" primeira obra consagrada a História cultura e que acabou servindo de modelo a História de Lamprecht.
Jean Paul Migne montou uma gráfica em que editou todos os padres da Igreja em centenas de volumes. Funk, Tixeront, Permanender, Bardewaver, Quasten, Nautin, Altaner, Trevijano, Frayssinous, etc editaram epítomes dos padres.
Entre os protestantes a Historia eclesiástica foi cultivada com sucesso por Gieseler, Neander, Tholuck, Préssense, etc
Do lado romano, o convertido Hurter, alistou todos estes escritores citados e outros tantos milhares em seu Nomenclator theologicus, que é uma espécie de enciclopédia de escritores ortodoxos, romanos e anglicanos principiando pelos padres da Igreja. (294 Psss)
Mesmo após o predomínio do positivismo e, em seguida do marxismo nos domínios da Historiografia, os Católicos não deixaram de fazer escola com Capefigue, Barande, F de Coulanges, Hanotaux, Georges Duby e outros na França; com Crhistopher Dawson, Hilaire Belloc, Bede Jarreth, Lewis Whydhan, Will Durant e Paul Johnson na Inglaterra. O Norte americano Th Woods autor da monumental obra "De como a Igreja Católica construiu a Civilização Ocidental". O irlandes Th Cahill autor de outra obra não menos interessante, intitulada: "A Irlanda salvou a civilização Ocidental".
Do lado romano, o convertido Hurter, alistou todos estes escritores citados e outros tantos milhares em seu Nomenclator theologicus, que é uma espécie de enciclopédia de escritores ortodoxos, romanos e anglicanos principiando pelos padres da Igreja. (294 Psss)
Mesmo após o predomínio do positivismo e, em seguida do marxismo nos domínios da Historiografia, os Católicos não deixaram de fazer escola com Capefigue, Barande, F de Coulanges, Hanotaux, Georges Duby e outros na França; com Crhistopher Dawson, Hilaire Belloc, Bede Jarreth, Lewis Whydhan, Will Durant e Paul Johnson na Inglaterra. O Norte americano Th Woods autor da monumental obra "De como a Igreja Católica construiu a Civilização Ocidental". O irlandes Th Cahill autor de outra obra não menos interessante, intitulada: "A Irlanda salvou a civilização Ocidental".
Dentre os liberais ou incrédulos que faziam parte da comunhão dos luteranos, escreveram sobre tais assuntos: Paulus, Chr Baur e sobretudo Strauss. Todas estas obras compostas pelos alemães foram sistematizadas pelo incrédulo Francês Ernesto Renan em suas "Origens do Cristianismo".
Percebendo os liberais ou incrédulos que a quase totalidade dos argumentos favoráveis a instituição Cristã eram tomados da História, optaram por invadir este campo e declarar guerra ao Cristianismo, suas fontes e credenciais, produzindo uma História anti Cristã e portanto sectária.
Percebendo os liberais ou incrédulos que a quase totalidade dos argumentos favoráveis a instituição Cristã eram tomados da História, optaram por invadir este campo e declarar guerra ao Cristianismo, suas fontes e credenciais, produzindo uma História anti Cristã e portanto sectária.
Nem erraram eles, nem errou Marc Bloch.
Religião essencialmente histórica ou de historiadores resolve-se o Cristianismo no campo ou terreno da crítica histórica adquirindo pujança e solidez sem iguais.
Um Cristianismo tradicional passado de pai para filho legado familiar (A maneira de um imóvel, de um automóvel, de um sofá ou de uma mesa...)... Um Cristianismo pautado no sentimentalismo difuso, no emocionalismo desbragado, no subjetivismo crasso ou no fetichismo ingênuo... Um Cristianismo místico pautado em delírios de natureza patológica...Um Cristianismo imediatista interessado em milagres ou supostas 'graças'... Um Cristianismo popular ou festeiro ou um Cristianismo puramente exterior ou ritualista e formal... Não será capaz de resistir as críticas que contra ele se levantam a maneira de um dilúvio...
Nossa fé ou será pujante, ampla, profunda, consciente, esclarecida; ou não será.
Nossa fé ou será pujante, ampla, profunda, consciente, esclarecida; ou não será.
A incredulidade, o materialismo e mesmo o ateísmo aumentam dia após dia porque os fundamentos postos ao nosso Cristianismo, ao Cristianismo contemporâneo são aqueles mesmos designados pelo apóstolo quando disse que haveriam de ser queimados e destruídos: palha, papel, madeira, estopa, etc
E é verdadeiramente impossível que tais bases não sejam pulverizadas com o passar do tempo vindo a desabar fragosamente tudo quanto esteja edificado sobre elas.
E é verdadeiramente impossível que tais bases não sejam pulverizadas com o passar do tempo vindo a desabar fragosamente tudo quanto esteja edificado sobre elas.
Disse Jesus: "O homem prudente constrói sua casa sobre a rocha."
Posta sobre a areia a casa vem abaixo e posta sobre a lama ou o barro afunda-se. Em termos de solidez tudo depende dos fundamentos.
Posta sobre a areia a casa vem abaixo e posta sobre a lama ou o barro afunda-se. Em termos de solidez tudo depende dos fundamentos.
A rocha sobre a qual esta edificada nossa santa fé, a fé Ortodoxa e Católica é a rocha da História; logo é a demonstração histórica que devemos recorrer, certos e convencidos de que nem o judaísmo nem o islamismo se lhe podem equiparar neste terreno.
Portanto se a igreja é de fato fundamental a História da humanidade; a História também é fundamental para a subsistência da Igreja no mundo.
A Filosofia fornece-nos apenas um preâmbulo de natureza genérica, concernente a veracidade do conhecimento humano e a existência de Deus. O qual também pode ser aproveitado pelo judaísmo e pelo islã.
Por sua própria natureza ela é incapaz de ultrapassar o pórtico.
Por limitação de objeto ela mesma recusa-se a os umbrais e conduzir-nos ao santuário da Verdade que é o Verbo Encarnado Jesus Cristo.
A Filosofia se dá por satisfeita com aquilo que a razão nos oferece: Deus e a imortalidade (Dada por verdadeira, quanto a este último item a demonstração Ética). Não sente necessidade daquilo que definimos como fé.
Caso estejamos dispostos a prosseguir e a fazer a grande aposta de Pascal temos de escolher outro guia.
Por sua própria natureza ela é incapaz de ultrapassar o pórtico.
Por limitação de objeto ela mesma recusa-se a os umbrais e conduzir-nos ao santuário da Verdade que é o Verbo Encarnado Jesus Cristo.
A Filosofia se dá por satisfeita com aquilo que a razão nos oferece: Deus e a imortalidade (Dada por verdadeira, quanto a este último item a demonstração Ética). Não sente necessidade daquilo que definimos como fé.
Caso estejamos dispostos a prosseguir e a fazer a grande aposta de Pascal temos de escolher outro guia.
A partir daqui o guia ou pedagogo que nos acompanha é a 'mestra da vida' ou seja a História.
Eis porque principiaremos, a partir de hoje, a escrever a História da Instituição Cristã partindo de seus mais remotos primórdios que são as profecias, até o tempo presente ou seja o ano 2013.
Rogamos ao amigo leitor, que seja compreensivo, benevolente e tolerante quanto a forma, por vezes descuidada, tendo em vista nossas múltiplas ocupações e trabalhos. Fixe pois a mente nas informações comunicadas ou no conteúdo. Na noz e não na casca!
Que pelas intercessões da Sempre Virgem Maria e de todos os Santos Vitoriosos amigos seus, o Senhor e Deus Jesus Cristo nos abençoe e guarde em sua divina graça para toda a eternidade.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, Trindade Sante e Único Deus verdadeiro: como era no principio, agora, sempre e pelos séculos, dos séculos e séculos. Amin!!!
Santo Deus, Deus Forte, Forte Imortal tem piedade de nós e salva-nos com a tua graça!
Santo Deus, Deus Forte, Forte Imortal tem piedade de nós e salva-nos com a tua graça!
Ps: As perguntas podem e devem se feitas nos comentários. Sintam-se a vontade e sem qualquer tipo de constrangimento.
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A Cleber, Gabriel, Wilson... e a todos os homens de boa vontade que desejam investigar até os mais remotos fundamento da instituição Cristã.
Conhecereis a verdade e a verdade vos tornará livres.
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Se o Filho vos libertar então sois plenamente libertos!
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Extra, extra > Nossa nova obra -
εκκλησιαστική ιστορία
História Crítica da Igreja
Pelo profo Domingos Pardal Braz - Bel em História, licenciado em Filosofia, Didática, etc, etc
2013
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